Nibbana

A libertação do ciclo insatisfatório de renascimentos

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Pergunta: Por que o budismo parece enxergar a vida (ou os renascimentos) como algo a ser extinto definitivamente? Sabe-se a origem desse pensamento, que a princípio soa pessimista e depreciativo em relação à vida, seja aqui ou em outros mundos? O budismo parece não valorizar a existência e a própria vida quando sugere que seu objetivo último é o Nirvana e com isso a cessação de tudo e o não retorno (fim dos renascimentos). Curiosamente essa perspectiva não me parece muito compatível com a visão do zen budismo que tenho observado até então, onde eu percebo uma valorização da existência, uma postura de afirmação de sermos a própria vida do universo e da maravilha que pode ser estarmos aqui. Sou bastante iniciante nesse campo e cheio de dúvidas, no entanto. Obrigado! (Luis Branco)

Resposta de Henrique Pires:

Esse tipo de dúvida emerge quando primeira e terceira nobres verdades ainda não foram entendidas em profundidade.

1) Sobre a Primeira Nobre Verdade
Buddha descrevia a nobre verdade do sofrimento, da imperfeição, da insatisfatoriedade que se aplica à existência cíclica. Em vários lugares, comparou o ciclo de renascimentos com uma Leia o resto deste artigo »

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Sobre o Nibbana | Ajaan Thanissaro

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“Todos sabemos o que ocorre quando um fogo se extingue. As chamas morrem e o fogo desaparece. Portanto quando pela primeira vez nos damos conta de que o objetivo da prática Budista, nibbana (nirvana), significa literalmente a extinção de um fogo, é difícil imaginar uma imagem mais mortífera para um objetivo espiritual: a completa aniquilação. Acontece que, no entanto, essa interpretação desse conceito é um erro de tradução, não tanto de palavra, mas de imagem. O que significava um fogo extinto para os Hindus na época do Buda? Tudo, menos aniquilação. Leia o resto deste artigo »