Mestres Vajrayana

8 preocupações mundanas | Alan Wallace

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Trecho do livro “Buddhism with an Attitude” (2001, pg. 15), de B. Alan Wallace

A tradição budista lida com as preconcepções sobre o sucesso como prioridade com um diagnóstico diferencial de oito partes chamado de “as oito preocupações mundanas”, oito direções para a busca da felicidade baseadas em suposições não investigadas. A fixação nessas preocupações subverte nossos melhores esforços, conduzindo ao sucesso falso ou frustração real.

As oito preocupações mundanas consistem em quatro pares de prioridades:  (1) buscar aquisições materiais e (2) evitar sua perda; (3) buscar o prazer dirigido pelo estímulo e (4) evitar o desconforto; (5) buscar o elogio e (6) evitar a crítica; e (7) manter a boa reputação e (8) evitar a má reputação. Essas oito preocupações resumem, em geral, nossa motivação pela busca da felicidade, e este é exatamente o problema. As oito preocupações mundanas — que não são erradas em si — são a base de Leia o resto deste artigo »

Correr com a mente de meditação | Sakyong Mipham

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“As pessoas me perguntam sobre a relação entre mente e corpo e atualmente eu estou treinando para correr uma maratona. As pessoas pensam que é meio inusual que um lama tibetano faça exercícios, ainda mais correr uma maratona, e qual é a relação entre corpo e mente e entre correr e meditar.

Então para mim, não é tão surpreendente; quero dizer, acho que há uma tradição do corpo e mente e acho que no ocidente às vezes o corpo e a mente têm sido separados. Assim quando as pessoas pensam em meditação ou espiritualidade, acham que estão muito separados do corpo per se.

Mas da forma em que fui treinado e criado, e da forma como entendo esse tópico e meio que a experiência toda, é que na verdade estão unidas. Quando meditamos, por exemplo, mesmo na meditação sentada, é uma experiência do corpo inteiro. Uma experiência totalmente da mente. Leia o resto deste artigo »

Conheça 3 Mestres Loucos

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“Louca Sabedoria” refere-se a uma pessoa iluminada que se comporta de uma maneira socialmente não convencional. Mas será que a Louca Sabedoria é mesmo Sabedoria?
Fique a conhecer neste post 3 mestres com “louca sabedoria”.

1: Ikkyū Sōjun (1394-1481)

Ikkyu foi um excêntrico monge viajante, o que o fez ser apelidado de “Nuvem Louca”. Teve várias aventuras eróticas e não dispensava o saquê (bebida alcóolica tradicional japonesa). Ikkyu não se importava com o que as autoridades religiosas de seu tempo pensavam dele.

Influenciou um grande número de artistas, poetas, Leia o resto deste artigo »

Ciência, espiritualidade e humanidade | Dalai Lama

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Transcrição da Conclusão – Ciência, espiritualidade e humanidade, do livro “O Universo num átomo”, de Dalai Lama. Editora: QuidNovi

Olhando retrospectivamente para os meus setenta anos de vida, vejo que o meu encontro pessoal com a ciência começou num mundo quase inteiramente pré-científio, onde o tecnológico parecia miraculoso. Suponho que o meu fascínio pela ciência permanece ainda num assombro inocente perante as maravilhas que ela consegue fazer. Desde esses primórdios, a minha viagem ao país da ciência levou-me a questões de grande complexidade, como o impacto da ciência na nossa compreensão do mundo, o seu poder para transformar as vidas humanas e a própria Terra onde vivemos, e os terríveis dilemas morais que estas novas descobertas colocaram. No entanto, não podemos nem devemos esquecer a maravilha e a beleza daquilo que se tornou possível.

Os conceitos da ciência enriqueceram muitos aspectos da minha mundividência budista. A teoria da relatividade de Einstein, com as suas brilhantes experiências pensadas, proporcionou uma textura comprovada empiricamente à minha compreensão da teoria de Nagarjuna da relatividade do tempo. A imagem extremamente detalhada do comportamento das partículas subatómicas aos níveis mais inferiores que se possam imaginar comprova o ensinamento de Buda sobre a natureza dinamicamente transitória de todas as coisas. A descoberta do genoma que nos é comum sublinha claramente a perspectiva budista da igualdade fundamental de todos os seres humanos.

Qual é o lugar da ciência no conjunto da aventura humana? Ela investigou Leia o resto deste artigo »

O Universo num Átomo | Dalai Lama

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Em cada átomo dos reinos do Universo,
Existem vastos oceanos de Universos.
(O Grande Ornamento Floral,  uma escritura budista antiga)

Thangka Tibetana Astrológica
Thangka Tibetana Astrológica: O movimento dos signos do zodíaco e planetas – 1684

Trechos do Cap. 4 – O Big Bang e o universo budista sem princípio; do livro “O Universo num átomo”, de Dalai Lama. Editora: QuidNovi

Quem não experimentou um sentimento de admiração ao olhar para a profundidade dos céus iluminados por estrelas sem fim numa noite límpida? Quem nunca se perguntou se há uma inteligência por detrás do cosmos? Quem nunca meditou sobre se o nosso planeta será o único a albergar seres vivos? Para mim estas interrogações são naturais na mente humana. Em toda a história da humanidade, houve um impulso real para encontrar respostas a estas questões. Uma das grandes realizações da ciência moderna é ter-nos feito chegar mais perto do que nunca de uma compreensão das condições e dos processos complicados subjacentes à origem do nosso cosmos. […]

A cosmologia moderna — tal como muitas outras coisas nas ciências físicas — baseia-se na teoria da relatividade de Einstein. Em cosmologia, as observações astronómicas em conjunto com a teoria da relatividade geral, que introduziu o conceito de gravidade como curvatura do espaço e do tempo, mostraram que o nosso universo não é eterno nem estático na sua forma actual. Está em evolução e expansão contínuas. Esta descoberta está de acordo com a intuição básica dos cosmólogos budistas da Leia o resto deste artigo »

Vacuidade, relatividade e física quântica | Dalai Lama

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Trecho do Cap. 3 – Vacuidade, relatividade e física quântica; do livro “O Universo num átomo”, de Dalai Lama. Editora: QuidNovi

Uma das coisas mais extraordinárias e fascinantes da física moderna é o modo como o mundo microscópico da mecânica quântica desafia o nosso senso comum. Os factos da luz poder ser considerada como uma partícula ou como uma onda, do princípio da incerteza nos dizer que nunca podemos saber ao mesmo tempo o que um electrão faz e onde está e a noção quântica de sobreposição sugerem um modo de compreender o mundo inteiramente diferente do da física clássica, em que os objectos se comportam de uma forma determinista e previsível. Por exemplo, no caso bem conhecido do gato de Schrodinger, em que um gato é colocado dentro de uma caixa contendo uma fonte radioactiva que tem uma probabilidade de cinquenta por cento de libertar uma toxina letal, somos obrigados a aceitar que, até se abrir a tampa, este gato está ao mesmo tempo morto e vivo, o que parece desafiar a lei da contradição.

Para um budista Mahayana, que conhece o pensamento de Nagarjuna, há uma ressonância indubitável entre a noção de vacuidade e a nova física. Se, ao nível Leia o resto deste artigo »

Reflexão sobre a Ciência | Dalai Lama

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Transcrição do Cap. 1 – Reflexão, do livro “O Universo num átomo”, de Dalai Lama. Editora: QuidNovi

Passei muitos anos a reflectir sobre os progressos notáveis da ciência. No curto lapso da minha vida, foi enorme o impacto da ciência e da tecnologia na humanidade. Embora o meu interesse pessoal pela ciência tenha começado pela curiosidade por um mundo, para mim nessa altura estranho, governado pela tecnologia, não demorei muito a aperceber-me do colossal significado da ciência para a humanidade como um todo — em particular após ter vindo para o exílio em 1959. Hoje em dia não existe praticamente nenhuma área da vida humana que não seja tocada pelos efeitos da ciência e da tecnologia. Porém, será que temos ideias claras quanto ao lugar da ciência na totalidade da vida humana — o que deverá exactamente fazer e por que fins se deve pautar? Este último aspecto é crucial, pois, a menos que a ciência seja orientada por uma motivação conscientemente ética, em especial pela compaixão, os seus efeitos podem não ser benéficos. Na realidade, podem provocar grandes danos.

A compreensão da enorme importância da ciência e o reconhecimento do seu domínio inevitável no mundo moderno mudaram radicalmente a minha atitude para com ela, que passou da curiosidade para uma espécie de empenhamento urgente. No budismo, o Leia o resto deste artigo »

Yantra Yoga, o yoga tibetano do movimento

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Yantra Yoga

Yoga da Índia foi declarado esta quinta-feira Património Imaterial da Humanidade pela UNESCO. O impulsionador do pedido de classificação do Yoga como Património Imaterial da Humanidade foi o português Jorge Veiga e Castro (presidente da Confederação Europeia do Yoga).

Yoga é um grupo de filosofias e práticas físicas, mentais e espirituais que se originou na Índia. Existe uma ampla variedade de escolas, práticas e objectivos diferentes no Hinduísmo, Budismo e Jainismo.
No ocidente o sistema mais conhecida é o Hatha Yoga, que teve a sua origem no Hinduísmo. Neste post é apresentado o Yantra Yoga, que teve a sua origem no Budismo da Índia e se desenvolveu no Tibete.

Yantra Yoga é baseado no Leia o resto deste artigo »

Karma não é Destino

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Trecho do Capítulo VI. Kamma: A Lei da Causalidade Moral, do livro Budismo em Poucas Palavras de Narada Mahathera.

Nós mesmos somos responsáveis por nossas ações, felicidade e miséria. Nós construímos nossos próprios infernos. Criamos nossos próprios céus. Somos os arquitetos do próprio destino. Em definitivo, nós mesmos somos nosso próprio Kamma.

Numa ocasião, um certo jovem chamado Subha, aproximou-se de Buddha e perguntou-lhe qual era o motivo de entre os seres humanos existirem estados elevados e inferiores.

“Pois”, continuou, “encontramos entre os seres humanos aqueles de vida breve e de longa vida, os saudáveis e os doentes, os bem parecidos e os feios, os poderosos e os que não têm poder algum, os pobres e os ricos, os de elevado nascimento e os de baixo nascimento, os ignorantes e os inteligentes”.

Buddha replicou sucintamente:

“Cada criatura vivente tem o Kamma como propriedade, como herança, como causa, como origem, como refúgio. O Kamma é o que diferencia os seres viventes de estados baixos e elevados.”

Em seguida, explicou a razão para tais diferenças segundo Lei da Causalidade Moral.

Assim, de um ponto de vista Budista, nossas presentes diferenças mentais, intelectuais, morais e temperamentos devem-se principalmente, às nossas próprias ações e tendências, tanto passadas como presentes.

O Kamma, literalmente, significa ação; mas, num sentido último, significa Leia o resto deste artigo »

A compaixão é que sustenta o mundo, não o processo económico – Palestra: Conselhos Budistas para Tempos Difíceis | Lama Padma Samten

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Nós acreditamos que o processo económico é a base do mundo, mas não é. A base do mundo é nossa capacidade de nos interessarmos uns pelos outros. Isso é o que faz as coisas se ampliarem e melhorarem, isso é o que sustenta as coisas.

Sua Santidade o Dalai Lama diz que cada um de nós foi sustentado sem nenhuma expectativa de retorno. Nós fomos cuidados, isso não é uma atividade económica. Quando as coisas afundam, surgem catástrofes e grandes dificuldades, como é que resolvemos? Surgem muitos voluntários, as pessoas se auto-organizam e fazem tudo melhorar. Isso é o que sustenta o funcionamento do mundo.

Quando os pais e mães não conseguem cuidar de seus filhos, aparece Leia o resto deste artigo »

As 5 Sabedorias | Lama Padma Samten

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Sabedoria do Espelho
Buda Akshobia – Cor Azul – Acolhimento

Precisamos ter a sabedoria da cor azul, que é a sabedoria de olhar para o outro e acolhê-lo do jeito que ele vem. Isso é também chamado de sabedoria do espelho. E o que significa acolher o outro do jeito que ele vem? Significa, em primeiro lugar, entender como o outro está vivendo, qual sua experiência de mundo, como ele está experimentando aquilo. Para entender como o outro vive a sua experiência de mundo, temos que entender que a mente dele se espelha no mundo; que o mundo é um espelho que reflete a mente dele. Se ele tem Leia o resto deste artigo »

Buda Rebelde: Na rota da liberdade | Dzogchen Ponlop Rinpoche

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Trecho do livro “Buda Rebelde: Na rota da liberdade“, por Dzogchen Ponlop Rinpoche.

bu.da
a mente desperta.

re.bel.de
Aquele que questiona, resiste, recusa-se a obedecer
ou se insurge contra o controle injusto ou descabido
de uma autoridade ou tradição.

NASCIDOS PARA A LIBERDADE

Buda rebelde é uma exploração sobre o que significa ser livre e sobre como podemos nos libertar. Embora possamos votar em nossos líderes, casar por amor e cultuar forças divinas ou mundanas conforme nossa escolha, a maioria de nós não se sente realmente livre. Quando falamos sobre liberdade também estamos falando sobre o seu oposto — aprisionamento, dependência, estar sujeito ao controle de algo ou alguém externo a nós mesmos. Ninguém gosta disso e, quando nos encontramos nessa situação, logo tentamos descobrir como escapar. Qualquer restrição a “nossa vida, nossa liberdade e nossa busca da felicidade” provoca forte resistência. Quando a felicidade e a liberdade estão em jogo, podemos nos tornar rebeldes.

Há traços de rebeldia em todos nós. Geralmente estão adormecidos, mas manifestam-se Leia o resto deste artigo »

Miksang: A arte budista de fotografar

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“O termo “arte do dharma” não significa arte retratando símbolos e ideias budistas, como a roda da vida ou a história do Buda. De facto, arte do dharma refere-se à arte que surge de certo estado mental da parte do artista que poderia ser chamado de estado meditativo.”

“Na arte meditativa, o artista incorpora tanto o espectador como o criador do trabalho. A visão não é separada da operação, e não há medo de ser desajeitado ou de falhar em atingir a aspiração.”
Chogyan Trungpa

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O Nobre Caminho Óctuplo

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O Nobre Caminho Óctuplo é composto por:

Sīla – Ética/Moralidade

1) Sammā-vācā – Linguagem correta
2) Sammā-kammanta – Ação correta
3) Sammā-ājiva – Meio de vida correto

Samādhi – Concentração/Meditação 

4) Sammāvāyāma – Esforço correto
5) Sammā-sati – Atenção correta
6) Sammā-samādhi – Concentração correta

Paññā– Sabedoria

7) Sammā sankappa – Pensamento correto
8) Sammā-ditthi – Entendimento correto

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Trecho de palestra proferida por S. N Goenka em curso de 10 dias.

O caminho de Dhamma é chamado de O Nobre Caminho Óctuplo, nobre no sentido de que, quem quer que o trilhe, estará destinado a tornar-se um coração nobre, uma pessoa santa. O caminho está dividido em três etapas: sīla, samādhi e paññā.

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