Mestres Theravada

A Prática da Minhoca | Ajahn Ñāṇarato

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Texto de Ajahn Ñāṇaratodo, do Livro Folhas da Árvore Bodhi. Publicações Sumedhārāma

O venerável Ajahn Chah, um dos mais conhecidos professores do Budismo da Tradição da Floresta da Tailândia, costumava dizer: “A nossa prática é como a minhoca”. O que significa isto?

No mundo moderno queremos obter resultados o mais rapidamente possível, fazendo juízos acerca de quão eficientes as coisas são, quão bem-feitas, quão atraentes, etc. Existe uma constante pressão para se estar actualizado com os últimos avanços e temer ser deixado para trás. Mas será que temos realmente força e confiança em nós próprios? Não será que estamos a perder a nossa confiança e integridade ainda que acreditemos que estamos a controlar o “nosso mundo”? Enquanto o chamado desenvolvimento ao nível material é tão invasivo e amplamente disseminado por toda a parte, o que é que tem vindo a acontecer connosco, afinal o Ser mais importante no meio de tudo isto?

Temos que correr para obter resultados e alcançar o mesmo lugar que todos as outras pessoas, da forma mais rápida possível; esta é uma percepção que toda a gente tem. Mas poderemos assim manter o nosso espaço interior para perceber a beleza, a dor e as possibilidades dos outros? Estas questões deveriam ser levadas em consideração quando sinceramente procuramos a paz, o viver pacificamente no meio da diversidade, e dentro deste contexto penso que a Leia o resto deste artigo »

Investigue a fundo

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[Áudio-Palestra] Conclusões Precipitadas | Ajahn Mudito

 

Shariputra não acreditou em Buddha

O Venerável Shariputra, um dos discípulos do Buddha, era muito astuto. Uma vez quando o Buddha estava expondo o Dharma virou-se para ele e perguntou: “Shariputra, você acredita nisso? “Shariputra respondeu: “Não, eu não acredito”. O Buddha elogiou a resposta. “Isso é muito bom, Shariputra. Você é uma pessoa dotada de sabedoria. Aquele que é sábio não acredita rapidamente; ele ouve com uma mente aberta e depois pesa a verdade dos factos antes de acreditar ou desacreditar.”

Buddha pede para Upali investigar a fundo o seu ensinamento antes de se tornar seu discípulo

«”O Abençoado esclareceu o Dhamma de várias formas, como se tivesse colocado em pé o que estava de cabeça para baixo, revelasse o que estava escondido, mostrasse o caminho para alguém que estivesse perdido ou segurasse uma lâmpada no escuro para aqueles que possuem visão pudessem ver as formas. Venerável senhor, eu Leia o resto deste artigo »

Qual a importância de se ter um mestre ou professor? É essencial frequentar um centro ou um templo?

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Qual a importância de se ter um mestre espiritual? | Monja Coen Responde

Transcrição:

Eu tenho evitando muito essa palavra mestre, porque dá a impressão que a gente pega um ser humano e o coloca num pedestal, e ele é especial, tão especial, tão separado de mim, que eu só fico lá beijado os seus pés.

A ideia é como é que eu encontro alguém que é esse bom amigo, essa boa amiga, que é meio parecido comigo, que sabe alguma coisa mais do que eu, e que pode me apontar o caminho.

Assim como… se eu vou entrar numa mata ou subir uma montanha que eu nunca fui, eu posso Leia o resto deste artigo »

Hinayana e Theravada, não são a mesma coisa

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Questão colocada ao Prof. Ricardo Sasaki:

Gostaria que me elucidasse melhor sobre esta problemática do Hinayana.
O Theravada não é considerado Hinayana porque estava apenas presente no Sri Lanka e essa expressão era destinada a algumas escolas antigas da Índia, nomeada a Srāvakayāna.
Mas embora actualmente seja uma expressão reprovável; do ponto de vista Mahayana, Theravada não tem as características do que é apelidado de Hinayana?
Não é essa “forma” de Budismo que é chamado de Hinayana pelo movimento Mahayana?
Essa critica não era destinada a todas as escolas anteriores ao Mahayana?

Resposta: Leia o resto deste artigo »

Karma não é Destino

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Trecho do Capítulo VI. Kamma: A Lei da Causalidade Moral, do livro Budismo em Poucas Palavras de Narada Mahathera.

Nós mesmos somos responsáveis por nossas ações, felicidade e miséria. Nós construímos nossos próprios infernos. Criamos nossos próprios céus. Somos os arquitetos do próprio destino. Em definitivo, nós mesmos somos nosso próprio Kamma.

Numa ocasião, um certo jovem chamado Subha, aproximou-se de Buddha e perguntou-lhe qual era o motivo de entre os seres humanos existirem estados elevados e inferiores.

“Pois”, continuou, “encontramos entre os seres humanos aqueles de vida breve e de longa vida, os saudáveis e os doentes, os bem parecidos e os feios, os poderosos e os que não têm poder algum, os pobres e os ricos, os de elevado nascimento e os de baixo nascimento, os ignorantes e os inteligentes”.

Buddha replicou sucintamente:

“Cada criatura vivente tem o Kamma como propriedade, como herança, como causa, como origem, como refúgio. O Kamma é o que diferencia os seres viventes de estados baixos e elevados.”

Em seguida, explicou a razão para tais diferenças segundo Lei da Causalidade Moral.

Assim, de um ponto de vista Budista, nossas presentes diferenças mentais, intelectuais, morais e temperamentos devem-se principalmente, às nossas próprias ações e tendências, tanto passadas como presentes.

O Kamma, literalmente, significa ação; mas, num sentido último, significa Leia o resto deste artigo »

Karma: eles mereceram?

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Faz hoje 15 anos que ocorreram os atentados ao World Trade Center. 11 de Setembro de 2001 ficou na história pelos ataques terroristas nos EUA.

Mas qual o papel do Karma neste tipo de situação? Será que essas pessoas foram vítimas do próprio Karma? Ou não tem nada haver com Karma? Será que temos um entendimento correcto do que é realmente o Karma?

Para entendermos esta problemática do Karma, é sugerido a leitura do ensaio de Ajahn Santikaro:
Karma: eles mereceram? – Reflexões sobre o atentado ao World Trade Center (ensaio completo em pdf). A tradução é do Centro Buddhista Nalanda.

Segue trecho:

Muitos budistas tratam os ensinamentos sobre o karma como se eles fossem algum tipo de verdade absoluta. Várias noções e crenças relativas ao karma são tomadas tal como foram dadas, sem muito questionamento. Elaborações são feitas a partir de Leia o resto deste artigo »

O Buda e o Cientista | S. N. Goenka

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Trecho do livro “Meditação Vipassana: A arte de viver segundo S.N. Goenka”

A realidade física está em constante transformação a cada momento. Foi o que o Buda constatou ao examinar a si mesmo. Com a mente profundamente concentrada, penetrou fundo na sua própria natureza e descobriu que toda a estrutura material é composta por minúsculas partículas subatômicas que surgem e desaparecem sem cessar. No estalar de um dedo ou no piscar de um olho, disse ele, cada uma dessas partículas aparece e desaparece muitos trilhões de vezes.

“Inacreditável” poderá pensar quem Leia o resto deste artigo »

Os 5 Preceitos

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1. Evitar matar ou ferir seres vivos
2. Evitar roubar

3. Evitar a má-conduta sexual
4. Evitar mentir
5. Evitar o álcool e outras drogas intoxicantes

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Trechos do livro “Boas perguntas, Boas respostas” de Bhante Shravasti Dhammika.

Pergunta: Outras religiões derivam suas ideias sobre o que é certo e errado a partir das ordens de seu deus ou deuses. Vocês budistas não acreditam em um deus, então, como vocês sabem o que é certo e o que é errado?
Resposta: Quaisquer pensamentos, discursos ou ações que se baseiem em ganância, ódio e ilusão, e que, portanto, conduzam para longe do Nirvana, são ruins; e quaisquer pensamentos, discursos ou ações que se baseiem em caridade, amor e sabedoria, e que, portanto, ajudam a clarear o caminho rumo ao Nirvana, são bons. Nas religiões centradas em deus, para saber o que é certo ou errado basta seguir o que lhe mandam. Em uma religião centrada no homem, como o Budismo, para saber o que é certo ou errado é necessário desenvolver uma autoconsciência profunda, assim como autocompreensão. A ética fundada na compreensão é sempre mais forte que a ética que se limita a Leia o resto deste artigo »

O Nobre Caminho Óctuplo

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O Nobre Caminho Óctuplo é composto por:

Sīla – Ética/Moralidade

1) Sammā-vācā – Linguagem correta
2) Sammā-kammanta – Ação correta
3) Sammā-ājiva – Meio de vida correto

Samādhi – Concentração/Meditação 

4) Sammāvāyāma – Esforço correto
5) Sammā-sati – Atenção correta
6) Sammā-samādhi – Concentração correta

Paññā– Sabedoria

7) Sammā sankappa – Pensamento correto
8) Sammā-ditthi – Entendimento correto

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Trecho de palestra proferida por S. N Goenka em curso de 10 dias.

O caminho de Dhamma é chamado de O Nobre Caminho Óctuplo, nobre no sentido de que, quem quer que o trilhe, estará destinado a tornar-se um coração nobre, uma pessoa santa. O caminho está dividido em três etapas: sīla, samādhi e paññā.

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As 3 Jóias

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“Tomar refúgio no Buda significa reconhecer a semente da iluminação que está dentro de nós mesmos, a possibilidade de libertação. Também significa tomar refúgio naquelas qualidades que o Buda corporifica; qualidades como destemor, amor e compaixão.

Tomar refúgio no Dharma significa se abrigar na lei, no modo como as coisas são. É reconhecer nossa submissão à verdade, permitindo que o Dharma se desdobre dentro de nós.

Tomar refúgio na Sangha significa aceitar o suporte da comunidade, de todos nós ajudando uns aos outros em direção à iluminação e à liberdade.”

– Joseph Goldstein, em “The Experience of Insight”.
Tricycle’s Daily Dharma, 2 de junho de 2007.

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Trecho de palestra proferida por S. N Goenka em curso de 10 dias.

(…) quando alguém busca refúgio no Buda, deve se lembrar das qualidades de um Buda e trabalhar para desenvolver essas mesmas qualidades em si próprio. A qualidade Leia o resto deste artigo »

Desapego e Apego

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O Desapego | Gyomay Kubose
Excerto do livro: Budismo Essencial: A Arte de Viver o Dia-a-Dia

O desapego é um dos mais importantes ensinamentos budistas. Na verdade, a vida de iluminação é o caminho do desapego. Muitos dos problemas da vida são causados pelo apego. Ficamos com raiva, preocupados, tornamo-nos ávidos, fazemos queixas infundadas e temos todos os tipos de complexos. Todas estas causas de infelicidade, tensão, teimosia e tristeza são devidas ao apego. Se você tem algum problema ou preocupação, examine a si mesmo e descobrirá que a causa é o apego.
Existe uma famosa história zen sobre um mestre e seu discípulo. Os dois estavam a caminho da aldeia vizinha quando chegaram a um rio caudaloso e viram na margem, uma bela moça tentando atravessá-lo. O mestre zen ofereceu-lhe Leia o resto deste artigo »

[Vídeo] Discurso de S.N. Goenka (Millennium World Peace Summit – 2000 – ONU)

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Histórico

Sr. Goenka é um professor leigo de meditação Vipassana na tradição do falecido Sayagyi U Ba Khin da Birmânia (Mianmar).

Embora seja de origem indiana, o Sr. Goenka nasceu e foi criado na Birmânia. Quando vivia na Birmânia teve a felicidade de entrar em contato com U Ba Khin e aprender a técnica de Vipassana com ele. Após ter sido treinado durante quatorze anos pelo seu professor, o senhor Goenka se estabeleceu na Índia e começou a lecionar Vipassana em 1969. Em um país dividido radicalmente por diferenças de casta e de religião, os cursos oferecidos pelo senhor Goenka têm atraído pessoas de todos os segmentos da sociedade. Além disso, muitas pessoas de países do mundo inteiro têm vindo freqüentar cursos de meditação Vipassana.

O Sr. Goenka tem ensinado dezenas de milhares de pessoas em mais de 300 cursos de dez dias na Índia e em outros países, no Oriente e no Ocidente. Em 1982, começou a nomear professores-assistentes para ajudá-lo a enfrentar a crescente demanda por cursos. Centros de meditação foram estabelecidos sob a sua orientação na Índia, no Canadá, nos Estados Unidos, na Nova Zelândia, na França, no Reino Unido, no Japão, no Sri Lanka, na Tailândia, em Mianmar, no Nepal e em outros países.

A técnica ensinada por S.N. Goenka representa uma tradição que remonta ao Buda. O Buda nunca ensinou uma religião sectária; ensinou Dhamma — o caminho da libertação — que é universal. Na mesma tradição, a postura do senhor Goenka é inteiramente não-sectária. Por esse motivo, seu ensinamento tem atraído pessoas de todas as origens, de todas as religiões ou sem qualquer religião, de todas as partes do mundo. Leia o resto deste artigo »