Dalai Lama

Ciência, espiritualidade e humanidade | Dalai Lama

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Transcrição da Conclusão – Ciência, espiritualidade e humanidade, do livro “O Universo num átomo”, de Dalai Lama. Editora: QuidNovi

Olhando retrospectivamente para os meus setenta anos de vida, vejo que o meu encontro pessoal com a ciência começou num mundo quase inteiramente pré-científio, onde o tecnológico parecia miraculoso. Suponho que o meu fascínio pela ciência permanece ainda num assombro inocente perante as maravilhas que ela consegue fazer. Desde esses primórdios, a minha viagem ao país da ciência levou-me a questões de grande complexidade, como o impacto da ciência na nossa compreensão do mundo, o seu poder para transformar as vidas humanas e a própria Terra onde vivemos, e os terríveis dilemas morais que estas novas descobertas colocaram. No entanto, não podemos nem devemos esquecer a maravilha e a beleza daquilo que se tornou possível.

Os conceitos da ciência enriqueceram muitos aspectos da minha mundividência budista. A teoria da relatividade de Einstein, com as suas brilhantes experiências pensadas, proporcionou uma textura comprovada empiricamente à minha compreensão da teoria de Nagarjuna da relatividade do tempo. A imagem extremamente detalhada do comportamento das partículas subatómicas aos níveis mais inferiores que se possam imaginar comprova o ensinamento de Buda sobre a natureza dinamicamente transitória de todas as coisas. A descoberta do genoma que nos é comum sublinha claramente a perspectiva budista da igualdade fundamental de todos os seres humanos.

Qual é o lugar da ciência no conjunto da aventura humana? Ela investigou Leia o resto deste artigo »

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O Universo num Átomo | Dalai Lama

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Em cada átomo dos reinos do Universo,
Existem vastos oceanos de Universos.
(O Grande Ornamento Floral,  uma escritura budista antiga)

Thangka Tibetana Astrológica
Thangka Tibetana Astrológica: O movimento dos signos do zodíaco e planetas – 1684

Trechos do Cap. 4 – O Big Bang e o universo budista sem princípio; do livro “O Universo num átomo”, de Dalai Lama. Editora: QuidNovi

Quem não experimentou um sentimento de admiração ao olhar para a profundidade dos céus iluminados por estrelas sem fim numa noite límpida? Quem nunca se perguntou se há uma inteligência por detrás do cosmos? Quem nunca meditou sobre se o nosso planeta será o único a albergar seres vivos? Para mim estas interrogações são naturais na mente humana. Em toda a história da humanidade, houve um impulso real para encontrar respostas a estas questões. Uma das grandes realizações da ciência moderna é ter-nos feito chegar mais perto do que nunca de uma compreensão das condições e dos processos complicados subjacentes à origem do nosso cosmos. […]

A cosmologia moderna — tal como muitas outras coisas nas ciências físicas — baseia-se na teoria da relatividade de Einstein. Em cosmologia, as observações astronómicas em conjunto com a teoria da relatividade geral, que introduziu o conceito de gravidade como curvatura do espaço e do tempo, mostraram que o nosso universo não é eterno nem estático na sua forma actual. Está em evolução e expansão contínuas. Esta descoberta está de acordo com a intuição básica dos cosmólogos budistas da Leia o resto deste artigo »

Comunicado da UBP: Adeus a Mário Soares

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Segue comunicado integral da União Budista Portuguesa acerca da morte do Dr. Mário Soares ocorrida no Sábado passado.

O nosso Adeus a Mário Soares

Mário Soares e Dalai Lama
Mário Soares e S.S. Dalai Lama num encontro inter-religioso na Mesquita de Lisboa, 2007

Foi com enorme tristeza que a União Budista Portuguesa recebeu a notícia do falecimento do Dr. Mário Soares. Ao seu inegável e fundamental papel na recente História Política e Social de Portugal, acresce a importância da sua actuação nos primórdios do Budismo no nosso País.

De facto, foi pela pena do Dr. Mário Soares que foi oficialmente endereçado, em 1977, o primeiro convite a Sua Santidade o Dalai Lama para visitar Portugal.

Foi pois com naturalidade que, na sua primeira visita ao nosso País em 2001, Sua Santidade o Dalai Lama tenha sido agraciado com o título de Doutor Honoris Causa pela Universidade Lusófona do Porto, tendo sido o seu padrinho ou promotor, o Dr. Mário Soares.

Em 2007, na segunda visita do Líder Religioso Tibetano a Portugal, Mário Sores assumiu um papel fundamental na realização do encontro inter-religioso que teve lugar na Mesquita de Lisboa e entrevistou-o para a RTP no programa “Mario Soares, Conversas com o Dalai Lama”.

Mário Soares afirmou por diversas vezes que Leia o resto deste artigo »

Vacuidade, relatividade e física quântica | Dalai Lama

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Trecho do Cap. 3 – Vacuidade, relatividade e física quântica; do livro “O Universo num átomo”, de Dalai Lama. Editora: QuidNovi

Uma das coisas mais extraordinárias e fascinantes da física moderna é o modo como o mundo microscópico da mecânica quântica desafia o nosso senso comum. Os factos da luz poder ser considerada como uma partícula ou como uma onda, do princípio da incerteza nos dizer que nunca podemos saber ao mesmo tempo o que um electrão faz e onde está e a noção quântica de sobreposição sugerem um modo de compreender o mundo inteiramente diferente do da física clássica, em que os objectos se comportam de uma forma determinista e previsível. Por exemplo, no caso bem conhecido do gato de Schrodinger, em que um gato é colocado dentro de uma caixa contendo uma fonte radioactiva que tem uma probabilidade de cinquenta por cento de libertar uma toxina letal, somos obrigados a aceitar que, até se abrir a tampa, este gato está ao mesmo tempo morto e vivo, o que parece desafiar a lei da contradição.

Para um budista Mahayana, que conhece o pensamento de Nagarjuna, há uma ressonância indubitável entre a noção de vacuidade e a nova física. Se, ao nível Leia o resto deste artigo »

Reflexão sobre a Ciência | Dalai Lama

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Transcrição do Cap. 1 – Reflexão, do livro “O Universo num átomo”, de Dalai Lama. Editora: QuidNovi

Passei muitos anos a reflectir sobre os progressos notáveis da ciência. No curto lapso da minha vida, foi enorme o impacto da ciência e da tecnologia na humanidade. Embora o meu interesse pessoal pela ciência tenha começado pela curiosidade por um mundo, para mim nessa altura estranho, governado pela tecnologia, não demorei muito a aperceber-me do colossal significado da ciência para a humanidade como um todo — em particular após ter vindo para o exílio em 1959. Hoje em dia não existe praticamente nenhuma área da vida humana que não seja tocada pelos efeitos da ciência e da tecnologia. Porém, será que temos ideias claras quanto ao lugar da ciência na totalidade da vida humana — o que deverá exactamente fazer e por que fins se deve pautar? Este último aspecto é crucial, pois, a menos que a ciência seja orientada por uma motivação conscientemente ética, em especial pela compaixão, os seus efeitos podem não ser benéficos. Na realidade, podem provocar grandes danos.

A compreensão da enorme importância da ciência e o reconhecimento do seu domínio inevitável no mundo moderno mudaram radicalmente a minha atitude para com ela, que passou da curiosidade para uma espécie de empenhamento urgente. No budismo, o Leia o resto deste artigo »

[Filme] I Origins – . . .e a resposta do Dalai Lama sobre crenças

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Sinopse (Wikipédia): O Dr. Ian Gray (Michael Pitt) é um cientista que pesquisa sobre a íris ocular. Obcecado por descobrir a origem da visão, ele tenta provar que o desenvolvimento do olho humano faz parte da evolução natural, e não precisaria de um “designer inteligente” – ou seja, uma figura divina para criá-lo. Ele trabalha com a ajuda de sua estagiária Karen (Brit Marling) e de Kenny (Steven Yeun). Um dia, ele conhece Sofi (Astrid Berges-Frisbey), e os dois se apaixonam, apesar da diferença de convicções. A aproximação dos dois fará Ian buscar explicações além da ciência para os mistérios que o olho humano pode guardar.

Um filme espiritual e de ficção cientifica, sobre os olhos, ciência, crenças e renascimento.

Diálogo sobre crenças – a resposta do Dalai Lama Leia o resto deste artigo »

[Vídeo] O que é o momento presente? – S. S. o Dalai Lama

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“Em geral, presumimos que há uma entidade com existência independente a que chamamos de tempo. Falamos de tempo passado, presente e futuro. Entretanto, quando examinamos melhor o assunto, vemos que esse conceito também é uma convenção. Verificamos que a expressão “momento presente” é apenas um rótulo que indica a interface entre os tempos “passado” e “futuro”. Não podemos na realidade localizar com precisão o presente. O passado está apenas uma fração de segundo antes do suposto momento presente; apenas uma fração de segundo depois está o futuro. No entanto, se dissermos que o momento presente é “agora”, assim que acabarmos de pronunciar esta palavra ele já estará no passado. Se sustentássemos que,

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O que mais te surpreende na Humanidade?

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Dalai Lama respondeu:

Os homens… Porque perdem a saúde para juntar dinheiro, depois perdem dinheiro para recuperar a saúde.
E por pensarem ansiosamente no futuro, esquecem do presente de tal forma que acabam por não viver nem o presente nem o futuro. E vivem como se nunca fossem morrer… e morrem como se nunca tivessem vivido.

Esta foi uma famosa frase proferida por Dalai Lama. Neste momento S. S. encontra-se em Portugal, sendo hoje o seu ultimo dia no nosso país.

Foto: Expresso online