Arte

A Arte Cavalheiresca do Arqueiro Zen e a Sabedoria Transcendental

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arqueiro-arco-flechaIntrodução de D. T. Suzuki, ao livro “A Arte Cavalheiresca do Arqueiro Zen” de Herrigel Eugen. Editora Pensamento, Edição 987.

O que nos surpreende na prática do tiro com arco e na de outras artes que se cultivam no Japão (e provavelmente também em outros países do Extremo Oriente) é que não tem como objetivo nem resultados práticos, nem o aprimoramento do prazer estético, mas exercitar a consciência, com a finalidade de fazê-la atingir a realidade última. A meta do arqueiro não é apenas atingir o alvo; a espada não é empunhada para derrotar o adversário; o dançarino não dança unicamente com a finalidade de executar movimentos harmoniosos. O que eles pretendem, antes de tudo, é harmonizar o consciente com o inconsciente.

Para ser um autêntico arqueiro, o domínio técnico é insuficiente, E necessário transcendê-lo, de tal maneira que ele se converta numa arte sem arte, emanada do inconsciente.

No tiro com arco, arqueiro e alvo deixam de ser entidades opostas, mas uma única e mesma realidade. O arqueiro não está Leia o resto deste artigo »

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[Vídeo] Wabi-Sabi

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Wabi: Simplicidade, elegância discreta, frescor, quietude
Sabi: A beleza que vem com a impermanência

“Wabi-sabi representa uma abrangente visão de mundo japonesa, uma visão estética centrada na aceitação da transitoriedade e imperfeição. Esta concepção estética é muitas vezes descrita como a do belo que é “imperfeito, impermanente e incompleto”. Uma idealização artística desenvolvida por volta do século XV no Japão, durante o período Muromachi, com bases nos ideais do zen budismo. É um conceito derivado dos ensinamentos budistas das três marcas da existência, nomeadamente anicca (impermanência), as outras duas sendo dukkha (sofrimento) e anatta (não-eu).” (Wikipédia)

Confira também o vídeo Nature By Numbers, do mesmo autor do vídeo nesta publicação.

“Esqueça sua perfeita oferenda.
Há uma falha em tudo,
É assim que a luz entra.”
(Leonard Cohen, música “Anthem”)

Veja também:

Miksang: A arte budista de fotografar

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“O termo “arte do dharma” não significa arte retratando símbolos e ideias budistas, como a roda da vida ou a história do Buda. De facto, arte do dharma refere-se à arte que surge de certo estado mental da parte do artista que poderia ser chamado de estado meditativo.”

“Na arte meditativa, o artista incorpora tanto o espectador como o criador do trabalho. A visão não é separada da operação, e não há medo de ser desajeitado ou de falhar em atingir a aspiração.”
Chogyan Trungpa

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