Trechos

O que o Buda descobriu e qual a sua obra? (vídeo)

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O que o Buda descobriu?

Trecho do livro Superando a Ilusão do Eu, de Yogavacara Rahula Bhikkhu. Edições Casa do Dharma. 2ª Edição, São Paulo – 2011.

Buddhi, em sânscrito, significa o intelecto puro, a mente que está livre da influência condicionada das emoções, de forma que nela não se constroem observações nem deduções tendenciosas ou preconceituosas. A mente da maioria das pessoas funciona com todo tipo de preconceito e perversão, de maneira que todas as suas percepções e todos os seus pensamentos estão maculados e são condicionados a seguir padrões preestabelecidos. Desse modo, as pessoas nunca apreendem as coisas na sua verdadeira natureza. O poder e o alcance da mente permanecem limitados e confinados.

Buda, o Desperto, foi alguém que libertou sua faculdade intelectual de todas as distorções, levando-a ao maior grau de clareza possível. A partir disso, ele conseguiu desenvolver uma atenção aguçada e um insight penetrante sobre Leia o resto deste artigo »

Um barco para atravessar o rio e os 5 tipos de engano

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O trecho que se segue é parte do artigo: “O que fazer com este barco que chamamos de Buddhismo?” escrito por Henrique Pires para o blog Pico da Montanha.
Veja o artigo original e completo: Parte 1 e 2: Aprendendo mais sobre o barco e As maneiras errôneas de lidar com o barco; Parte 3: As maneiras corretas de lidar com o barco.

Este é um artigo que escrevo graças ao incentivo do Ven. Gensho Sensei. Trata-se de uma reflexão sobre algo que muitas pessoas dizem hoje em dia: “Não preciso de buddhismo pra ser Buddha!”. Ou, em outros termos: “Todas religiões aprisionam. Enquanto alguém segue ou preserva uma religião, não poderá se iluminar”. Ou, ainda, elas explicam da seguinte maneira: “É preciso lançar fora o apego às religiões, portanto, não há porque falar de buddhismo”. […]

CINCO TIPOS DE ENGANO

Aproveitando a parábola do barco para explicar nossa relação com o Buddhismo, podemos descrever alguns modos errôneos – muito comuns! – de lidar este veículo. Lembrem-se: nosso objetivo mais básico, segundo o Buddha, resume-se a partir dessa «margem do samsara» (i.e., do sofrimento baseado na cobiça, ira e ignorância) e avançar até atingir a «margem do nirvana» (i.e. a paz perfeita e definitiva).

1) Primeiro engano: nunca começar a viagem

Algumas pessoas até desejam “fazer essa nobre travessia” e em algum momento obtém um barco (um sistema ou método de prática buddhista). No entanto, pode ocorrer que Leia o resto deste artigo »

Lankavatara Sutra, o sutra da descida ao Sri Lanka

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Para ler o sutra completo clique aqui.
A análise que se segue é um Trecho do Capítulo II: Os seis patriarcas (séculos VI-VII), do livro Os Mestres Zen, de Jacques Brosse. Editora Pergaminho.

Após ter escolhido longamente entre os sutra aquele que poderia servir de referência aos adeptos do dhyana, Bodhidharma dirigiu-se a Houei-k’o, dizendo-lhe: “Tendo considerado a mentalidade dos praticantes da Via na China, penso que apenas este sutra lhes pode servir.” Foi portanto este texto que Houei-k’o estudou junto dele durante seis anos. Posteriormente, quando entre os seus discípulos, um deles tinha dificuldade em captar o seu pensamento sobre a Revelação, Bodhidharma dava-lhe uma cópia deste sutra e dizia-lhe: “Que seja o vosso ponto de partida para o futuro1.” Esta transmissão tinha uma tal importância que a nova escola foi durante muito tempo conhecida pelo nome de Lankavatara.

Este sutra mahayanista, certamente tardio e nitidamente influenciado pela escola Yogachara (século IV) de Asanga e Vasubandhu, serviu de ponte entre a tradição indiana do dhyana trazido por Bodhidharma e o futuro tch’an chinês. Em que medida é que este texto poderia esclarecer os praticantes acerca da sua própria Revelação? É o que vamos examinar.

O Lankavatara Sutra evoca a chegada do Buda ao Sri Lanka, que aí teria sido convidado a pregar o Dharma por Ravana, senhor de Yaksha, mas, no essencial, faz referência a um diálogo entre Shakyamuni e o Bodhisattva Mahamati que o interroga acerca da natureza da sua Revelação, o estado da sua “realização interior” (matyatma-gatiogocharam). A resposta do Buda constitui o Leia o resto deste artigo »

8 preocupações mundanas | Alan Wallace

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Trecho do livro “Buddhism with an Attitude” (2001, pg. 15), de B. Alan Wallace

A tradição budista lida com as preconcepções sobre o sucesso como prioridade com um diagnóstico diferencial de oito partes chamado de “as oito preocupações mundanas”, oito direções para a busca da felicidade baseadas em suposições não investigadas. A fixação nessas preocupações subverte nossos melhores esforços, conduzindo ao sucesso falso ou frustração real.

As oito preocupações mundanas consistem em quatro pares de prioridades:  (1) buscar aquisições materiais e (2) evitar sua perda; (3) buscar o prazer dirigido pelo estímulo e (4) evitar o desconforto; (5) buscar o elogio e (6) evitar a crítica; e (7) manter a boa reputação e (8) evitar a má reputação. Essas oito preocupações resumem, em geral, nossa motivação pela busca da felicidade, e este é exatamente o problema. As oito preocupações mundanas — que não são erradas em si — são a base de Leia o resto deste artigo »

Espiritualidade na adolescência

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Trechos da Introdução do livro “Buda na Mochila: Budismo prático para jovens”, de Franz Metcalf. Editora Pensamento.

A adolescência (assim como outras fases da vida, mas, sobretudo, a adolescência) é realmente difícil. É preciso ser filha ou filho, irmã ou irmão, neto, parente, vadio, adolescente com os hormônios a mil, estudante, cidadão, trabalhador, “futuro líder”, parte do ecossistema, psicoespiritualista, ser humano. Você tem de ser tudo isso, o que requer certo esforço. […]

Os esforços mais importantes despendidos por um adolescente — a transição para um corpo adulto, para uma sociedade adulta e uma vida adulta, que requerem conscientização, discernimento e paciência — são os mesmos despendidos por todos os que estão no caminho espiritual. A experiência diária de ser um adolescente pode ser uma experiência verdadeiramente espiritual, dessa forma você é um buscador espiritual. Se isso lhe soa presunçoso, reflita sobre o seguinte: neste exato momento você esta criando a si mesmo, e isso é a coisa mais importante que você vai fazer na vida. Você não tem de chamar esse processo de espiritual, apenas respeitá-lo.

O que é religião? O que é espiritualidade? Esses conceitos são notoriamente difíceis de definir, mas aqui está uma breve resposta. Religião é Leia o resto deste artigo »

Ondas mentais e ervas daninhas | Shunryu Suzuki

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Dhammapada verso 116 | ilustração | Post Ondas MentaisTrechos do livro “Mente Zen, Mente de Principiante”, de Shunryu Suzuki. Editora: Lua de Papel

“Por desfrutarmos de todos os aspectos da vida como um desdobramento da Mente Grande, não procuramos qualquer alegria excessiva. A nossa serenidade é então imperturbável.”

Quando estiveres a praticar zazen não tentes deter o pensamento. Deixa que ele pare por si mesmo. Se alguma coisa te vier à mente, deixa-a entrar e deixa-a sair. Ela não permanecerá durante muito tempo. Quando tentas parar o pensamento, isso significa que te estás a sentir incomodado por ele. Não te deixes incomodar por coisa nenhuma. Pode parecer que essa coisa vem de fora da tua mente, quando, na verdade, se tratam apenas das ondas da tua mente; e se não te deixares incomodar pelas ondas, elas tornar-se-ão gradualmente mais calmas. Em cinco ou, no máximo, dez minutos, a tua mente estará completamente serena e calma. Nessa altura, a tua respiração tornar-se-á mais lenta e as tuas pulsações acelerarão um pouco.

Poderás demorar ainda algum tempo a conseguir atingir um estado mental calmo e sereno na tua prática. Surgem muitas sensações, afluem muitos pensamentos ou imagens, mas são apenas ondas da tua própria mente. Nada vem de fora da tua mente. Em geral, pensamos que Leia o resto deste artigo »

Mente de principiante | Shunryu Suzuki

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Transcrição do Prólogo do livro “Mente Zen, Mente de Principiante”, de Shunryu Suzuki. Editora: Lua de Papel

“Na mente do principiante há muitas possibilidades,
mas poucas são as que existem na do perito.”

As pessoas dizem que a prática do Zen é difícil, mas há um mal-entendido quanto ao motivo. Não é difícil por ser árduo permanecer sentado na posição de lótus ou atingir a iluminação. É difícil porque é árduo manter a mente pura ou a prática pura no seu sentido fundamental. A escola Zen desenvolveu-se de muitas maneiras depois de se ter estabelecido na China, mas, ao mesmo tempo, tornou-se cada vez mais impura. Contudo, não pretendo falar sobre o Zen chinês ou sobre a história do Zen. O que me interessa é ajudar-te a manteres a tua prática livre de impurezas.

No Japão, temos a expressão shoshin, que significa “mente de principiante”. O objectivo da prática é sempre o de Leia o resto deste artigo »

Ciência, espiritualidade e humanidade | Dalai Lama

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Transcrição da Conclusão – Ciência, espiritualidade e humanidade, do livro “O Universo num átomo”, de Dalai Lama. Editora: QuidNovi

Olhando retrospectivamente para os meus setenta anos de vida, vejo que o meu encontro pessoal com a ciência começou num mundo quase inteiramente pré-científio, onde o tecnológico parecia miraculoso. Suponho que o meu fascínio pela ciência permanece ainda num assombro inocente perante as maravilhas que ela consegue fazer. Desde esses primórdios, a minha viagem ao país da ciência levou-me a questões de grande complexidade, como o impacto da ciência na nossa compreensão do mundo, o seu poder para transformar as vidas humanas e a própria Terra onde vivemos, e os terríveis dilemas morais que estas novas descobertas colocaram. No entanto, não podemos nem devemos esquecer a maravilha e a beleza daquilo que se tornou possível.

Os conceitos da ciência enriqueceram muitos aspectos da minha mundividência budista. A teoria da relatividade de Einstein, com as suas brilhantes experiências pensadas, proporcionou uma textura comprovada empiricamente à minha compreensão da teoria de Nagarjuna da relatividade do tempo. A imagem extremamente detalhada do comportamento das partículas subatómicas aos níveis mais inferiores que se possam imaginar comprova o ensinamento de Buda sobre a natureza dinamicamente transitória de todas as coisas. A descoberta do genoma que nos é comum sublinha claramente a perspectiva budista da igualdade fundamental de todos os seres humanos.

Qual é o lugar da ciência no conjunto da aventura humana? Ela investigou Leia o resto deste artigo »

O Universo num Átomo | Dalai Lama

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Em cada átomo dos reinos do Universo,
Existem vastos oceanos de Universos.
(O Grande Ornamento Floral,  uma escritura budista antiga)

Thangka Tibetana Astrológica
Thangka Tibetana Astrológica: O movimento dos signos do zodíaco e planetas – 1684

Trechos do Cap. 4 – O Big Bang e o universo budista sem princípio; do livro “O Universo num átomo”, de Dalai Lama. Editora: QuidNovi

Quem não experimentou um sentimento de admiração ao olhar para a profundidade dos céus iluminados por estrelas sem fim numa noite límpida? Quem nunca se perguntou se há uma inteligência por detrás do cosmos? Quem nunca meditou sobre se o nosso planeta será o único a albergar seres vivos? Para mim estas interrogações são naturais na mente humana. Em toda a história da humanidade, houve um impulso real para encontrar respostas a estas questões. Uma das grandes realizações da ciência moderna é ter-nos feito chegar mais perto do que nunca de uma compreensão das condições e dos processos complicados subjacentes à origem do nosso cosmos. […]

A cosmologia moderna — tal como muitas outras coisas nas ciências físicas — baseia-se na teoria da relatividade de Einstein. Em cosmologia, as observações astronómicas em conjunto com a teoria da relatividade geral, que introduziu o conceito de gravidade como curvatura do espaço e do tempo, mostraram que o nosso universo não é eterno nem estático na sua forma actual. Está em evolução e expansão contínuas. Esta descoberta está de acordo com a intuição básica dos cosmólogos budistas da Leia o resto deste artigo »

Zazen

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Zazen é a compreensão do nosso verdadeiro Eu Taisen Deshimaru
Transcrição do artigo do Cap. 4 – Artigos escritos pelo mestre Taisen Deshimaru para os ocidentais, do livro “Verdadeiro Zen”, por Taisen Deshimaru. Editora Assírio & Alvim

Zazen não é outra coisa senão sentar-se tranquilamente e observar-se a si próprio objectivamente. O que é o “eu”? O o meu mestre Kodo Sawaki dizia: “Devemos conhecer o nosso eu puro e verdadeiro. Devemos tornar-nos íntimos connosco próprios.”

Quer isto dizer que o que olha é o eu subjectivo e o que é olhado é o eu objectivo? Mesmo que esta relação do que olha e do que é olhado seja levada muito longe, é impossível descobrir aí o verdadeiro eu, que não é nem objectivo nem subjectivo. Este eu verdadeiro pode ser chamado o “sujeito puro”. Ele tudo governa; e não o é o sujeito, tal como o conhecemos em geral, mas um “super sujeito” individual. Ele está em relação a todo o universo. É, podemos dizer, “o espírito de Buda”. Dito isto de outro modo, zazen é olhar, do ponto de vista da objectividade, a manifestação subjectiva.

Por exemplo: precisamos de um Leia o resto deste artigo »

Vacuidade, relatividade e física quântica | Dalai Lama

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Trecho do Cap. 3 – Vacuidade, relatividade e física quântica; do livro “O Universo num átomo”, de Dalai Lama. Editora: QuidNovi

Uma das coisas mais extraordinárias e fascinantes da física moderna é o modo como o mundo microscópico da mecânica quântica desafia o nosso senso comum. Os factos da luz poder ser considerada como uma partícula ou como uma onda, do princípio da incerteza nos dizer que nunca podemos saber ao mesmo tempo o que um electrão faz e onde está e a noção quântica de sobreposição sugerem um modo de compreender o mundo inteiramente diferente do da física clássica, em que os objectos se comportam de uma forma determinista e previsível. Por exemplo, no caso bem conhecido do gato de Schrodinger, em que um gato é colocado dentro de uma caixa contendo uma fonte radioactiva que tem uma probabilidade de cinquenta por cento de libertar uma toxina letal, somos obrigados a aceitar que, até se abrir a tampa, este gato está ao mesmo tempo morto e vivo, o que parece desafiar a lei da contradição.

Para um budista Mahayana, que conhece o pensamento de Nagarjuna, há uma ressonância indubitável entre a noção de vacuidade e a nova física. Se, ao nível Leia o resto deste artigo »

Reflexão sobre a Ciência | Dalai Lama

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Transcrição do Cap. 1 – Reflexão, do livro “O Universo num átomo”, de Dalai Lama. Editora: QuidNovi

Passei muitos anos a reflectir sobre os progressos notáveis da ciência. No curto lapso da minha vida, foi enorme o impacto da ciência e da tecnologia na humanidade. Embora o meu interesse pessoal pela ciência tenha começado pela curiosidade por um mundo, para mim nessa altura estranho, governado pela tecnologia, não demorei muito a aperceber-me do colossal significado da ciência para a humanidade como um todo — em particular após ter vindo para o exílio em 1959. Hoje em dia não existe praticamente nenhuma área da vida humana que não seja tocada pelos efeitos da ciência e da tecnologia. Porém, será que temos ideias claras quanto ao lugar da ciência na totalidade da vida humana — o que deverá exactamente fazer e por que fins se deve pautar? Este último aspecto é crucial, pois, a menos que a ciência seja orientada por uma motivação conscientemente ética, em especial pela compaixão, os seus efeitos podem não ser benéficos. Na realidade, podem provocar grandes danos.

A compreensão da enorme importância da ciência e o reconhecimento do seu domínio inevitável no mundo moderno mudaram radicalmente a minha atitude para com ela, que passou da curiosidade para uma espécie de empenhamento urgente. No budismo, o Leia o resto deste artigo »

Ouvir a Voz do Vale

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“A água do rio flui sempre, sem cessar. Flui rápida, não pára um só instante e se vai. Seu murmúrio evoca em mim o eco do tempo.

A água do tempo brilha no leito do Universo, sempre correndo, fluindo. Pedras, árvores, casas e cidades também fluem vagarosamente nesta correnteza, assim como os seres. tudo isso pode parecer imutável, mas na verdade essa ideia não passa de uma ilusão.

Apenas nós, seres humanos, acreditamos erroneamente que tudo é imutável. Esforçamo-nos para não sermos levados pela correnteza e lamentamos por tudo que se vai. No entanto, mesmo sofrendo e desdobrando-nos, caindo sete vezes e nos levantando oito, não há como parar o fluir, que envolve também nossa Leia o resto deste artigo »

Palavras de Buda | Selecção de Versos do Dhammapada

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Dhammapada é um dos textos mais antigos e respeitados do Budismo. Neste post é partilhado uma selecção de versos de cada capítulo do Dhammapda. Estes versos e imagens foram extraídos da versão Dhammapada Ilustrado, de Weragoda Sarada Maha Thero, disponibilizada no site Acesso ao Insight, clique nesse link para aceder à versão completa e comentada.

Clique aqui para  saber mais sobre o Dhammapada e ter acesso a várias versões completas, gratuitas e comentadas.


1. Yamakavagga | Versos Gémeos

Dhammapada v1

 

 

Todas as ações são comandadas pela mente:
a mente é o senhor delas, a mente é quem as fabrica.
Aja ou fale com um estado mental corrompido
que o sofrimento virá em seguida da mesma forma
como a roda da carroça segue as pegadas do boi.
Dhp 1

 

 

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Karma não é Destino

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Trecho do Capítulo VI. Kamma: A Lei da Causalidade Moral, do livro Budismo em Poucas Palavras de Narada Mahathera.

Nós mesmos somos responsáveis por nossas ações, felicidade e miséria. Nós construímos nossos próprios infernos. Criamos nossos próprios céus. Somos os arquitetos do próprio destino. Em definitivo, nós mesmos somos nosso próprio Kamma.

Numa ocasião, um certo jovem chamado Subha, aproximou-se de Buddha e perguntou-lhe qual era o motivo de entre os seres humanos existirem estados elevados e inferiores.

“Pois”, continuou, “encontramos entre os seres humanos aqueles de vida breve e de longa vida, os saudáveis e os doentes, os bem parecidos e os feios, os poderosos e os que não têm poder algum, os pobres e os ricos, os de elevado nascimento e os de baixo nascimento, os ignorantes e os inteligentes”.

Buddha replicou sucintamente:

“Cada criatura vivente tem o Kamma como propriedade, como herança, como causa, como origem, como refúgio. O Kamma é o que diferencia os seres viventes de estados baixos e elevados.”

Em seguida, explicou a razão para tais diferenças segundo Lei da Causalidade Moral.

Assim, de um ponto de vista Budista, nossas presentes diferenças mentais, intelectuais, morais e temperamentos devem-se principalmente, às nossas próprias ações e tendências, tanto passadas como presentes.

O Kamma, literalmente, significa ação; mas, num sentido último, significa Leia o resto deste artigo »

Karma: eles mereceram?

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Faz hoje 15 anos que ocorreram os atentados ao World Trade Center. 11 de Setembro de 2001 ficou na história pelos ataques terroristas nos EUA.

Mas qual o papel do Karma neste tipo de situação? Será que essas pessoas foram vítimas do próprio Karma? Ou não tem nada haver com Karma? Será que temos um entendimento correcto do que é realmente o Karma?

Para entendermos esta problemática do Karma, é sugerido a leitura do ensaio de Ajahn Santikaro:
Karma: eles mereceram? – Reflexões sobre o atentado ao World Trade Center (ensaio completo em pdf). A tradução é do Centro Buddhista Nalanda.

Segue trecho:

Muitos budistas tratam os ensinamentos sobre o karma como se eles fossem algum tipo de verdade absoluta. Várias noções e crenças relativas ao karma são tomadas tal como foram dadas, sem muito questionamento. Elaborações são feitas a partir de Leia o resto deste artigo »

O Buda e o Cientista | S. N. Goenka

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Trecho do livro “Meditação Vipassana: A arte de viver segundo S.N. Goenka”

A realidade física está em constante transformação a cada momento. Foi o que o Buda constatou ao examinar a si mesmo. Com a mente profundamente concentrada, penetrou fundo na sua própria natureza e descobriu que toda a estrutura material é composta por minúsculas partículas subatômicas que surgem e desaparecem sem cessar. No estalar de um dedo ou no piscar de um olho, disse ele, cada uma dessas partículas aparece e desaparece muitos trilhões de vezes.

“Inacreditável” poderá pensar quem Leia o resto deste artigo »

Buda Rebelde: Na rota da liberdade | Dzogchen Ponlop Rinpoche

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Trecho do livro “Buda Rebelde: Na rota da liberdade“, por Dzogchen Ponlop Rinpoche.

bu.da
a mente desperta.

re.bel.de
Aquele que questiona, resiste, recusa-se a obedecer
ou se insurge contra o controle injusto ou descabido
de uma autoridade ou tradição.

NASCIDOS PARA A LIBERDADE

Buda rebelde é uma exploração sobre o que significa ser livre e sobre como podemos nos libertar. Embora possamos votar em nossos líderes, casar por amor e cultuar forças divinas ou mundanas conforme nossa escolha, a maioria de nós não se sente realmente livre. Quando falamos sobre liberdade também estamos falando sobre o seu oposto — aprisionamento, dependência, estar sujeito ao controle de algo ou alguém externo a nós mesmos. Ninguém gosta disso e, quando nos encontramos nessa situação, logo tentamos descobrir como escapar. Qualquer restrição a “nossa vida, nossa liberdade e nossa busca da felicidade” provoca forte resistência. Quando a felicidade e a liberdade estão em jogo, podemos nos tornar rebeldes.

Há traços de rebeldia em todos nós. Geralmente estão adormecidos, mas manifestam-se Leia o resto deste artigo »

Laranjas, papel e a interdependência de todos os fenómenos

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Clip do filme “Zen Noir”

Forma não é mais que vazio.
Vazio não é mais que forma.
Forma é exatamente vazio.
Vazio é exatamente forma.
Sensação, conceituação, diferenciação,
conhecimento assim também o são.
Óh ! Sharishi !
Todos os fenómenos são vazio-forma,
Não nascidos, não mortos,
Não puros, não impuros,
Não perdidos, não encontrados
Assim é tudo dentro do vazio.

Sutra do Coração

Trecho de “O Coração da Compreensão: Comentários ao Sutra do Coração” Cap. Interser, de Thich Nhat Hanh.

“Se você for um poeta, verá claramente que há uma nuvem flutuando nesta folha de papel. Sem uma nuvem, não haverá Leia o resto deste artigo »