Zen/Chan

[Vídeo] Wabi-Sabi

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Wabi: Simplicidade, elegância discreta, frescor, quietude
Sabi: A beleza que vem com a impermanência

“Wabi-sabi representa uma abrangente visão de mundo japonesa, uma visão estética centrada na aceitação da transitoriedade e imperfeição. Esta concepção estética é muitas vezes descrita como a do belo que é “imperfeito, impermanente e incompleto”. Uma idealização artística desenvolvida por volta do século XV no Japão, durante o período Muromachi, com bases nos ideais do zen budismo. É um conceito derivado dos ensinamentos budistas das três marcas da existência, nomeadamente anicca (impermanência), as outras duas sendo dukkha (sofrimento) e anatta (não-eu).” (Wikipédia)

Confira também o vídeo Nature By Numbers, do mesmo autor do vídeo nesta publicação.

“Esqueça sua perfeita oferenda.
Há uma falha em tudo,
É assim que a luz entra.”
(Leonard Cohen, música “Anthem”)

Veja também:

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Lankavatara Sutra, o sutra da descida ao Sri Lanka

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Para ler o sutra completo clique aqui.
A análise que se segue é um Trecho do Capítulo II: Os seis patriarcas (séculos VI-VII), do livro Os Mestres Zen, de Jacques Brosse. Editora Pergaminho.

Após ter escolhido longamente entre os sutra aquele que poderia servir de referência aos adeptos do dhyana, Bodhidharma dirigiu-se a Houei-k’o, dizendo-lhe: “Tendo considerado a mentalidade dos praticantes da Via na China, penso que apenas este sutra lhes pode servir.” Foi portanto este texto que Houei-k’o estudou junto dele durante seis anos. Posteriormente, quando entre os seus discípulos, um deles tinha dificuldade em captar o seu pensamento sobre a Revelação, Bodhidharma dava-lhe uma cópia deste sutra e dizia-lhe: “Que seja o vosso ponto de partida para o futuro1.” Esta transmissão tinha uma tal importância que a nova escola foi durante muito tempo conhecida pelo nome de Lankavatara.

Este sutra mahayanista, certamente tardio e nitidamente influenciado pela escola Yogachara (século IV) de Asanga e Vasubandhu, serviu de ponte entre a tradição indiana do dhyana trazido por Bodhidharma e o futuro tch’an chinês. Em que medida é que este texto poderia esclarecer os praticantes acerca da sua própria Revelação? É o que vamos examinar.

O Lankavatara Sutra evoca a chegada do Buda ao Sri Lanka, que aí teria sido convidado a pregar o Dharma por Ravana, senhor de Yaksha, mas, no essencial, faz referência a um diálogo entre Shakyamuni e o Bodhisattva Mahamati que o interroga acerca da natureza da sua Revelação, o estado da sua “realização interior” (matyatma-gatiogocharam). A resposta do Buda constitui o Leia o resto deste artigo »

Qual a importância de se ter um mestre ou professor? É essencial frequentar um centro ou um templo?

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Qual a importância de se ter um mestre espiritual? | Monja Coen Responde

Transcrição:

Eu tenho evitando muito essa palavra mestre, porque dá a impressão que a gente pega um ser humano e o coloca num pedestal, e ele é especial, tão especial, tão separado de mim, que eu só fico lá beijado os seus pés.

A ideia é como é que eu encontro alguém que é esse bom amigo, essa boa amiga, que é meio parecido comigo, que sabe alguma coisa mais do que eu, e que pode me apontar o caminho.

Assim como… se eu vou entrar numa mata ou subir uma montanha que eu nunca fui, eu posso Leia o resto deste artigo »

67 Koans Zen

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Um koan, é uma narrativa, diálogo, questão ou afirmação no budismo zen que contém aspectos que são inacessíveis à razão. Desta forma, o koan tem como objectivo, propiciar a iluminação espiritual do praticante de Budismo Zen.

1.

Um homem, viajando em um campo, encontrou um tigre. Ele correu, com o tigre em seu encalço. Aproximando-se de um precipício, tomou as raízes expostas de uma vinha selvagem em suas mãos, e pendurou-se precipitadamente abaixo, na beira do abismo. O tigre o farejava acima. Tremendo, o homem olhou para baixo e viu, no fundo do precipício, outro tigre a esperá-lo. Apenas a vinha o sustinha. Mas, ao olhar para a planta, viu dois ratos, um negro e outro branco, roendo aos poucos a sua raiz. Neste momento, seus olhos perceberam um belo morango vicejando perto. Segurando a vinha com uma mão, ele pegou o morango com a outra e o comeu. — Que delícia! — ele disse. Leia o resto deste artigo »

Conheça 3 Mestres Loucos

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“Louca Sabedoria” refere-se a uma pessoa iluminada que se comporta de uma maneira socialmente não convencional. Mas será que a Louca Sabedoria é mesmo Sabedoria?
Fique a conhecer neste post 3 mestres com “louca sabedoria”.

1: Ikkyū Sōjun (1394-1481)

Ikkyu foi um excêntrico monge viajante, o que o fez ser apelidado de “Nuvem Louca”. Teve várias aventuras eróticas e não dispensava o saquê (bebida alcóolica tradicional japonesa). Ikkyu não se importava com o que as autoridades religiosas de seu tempo pensavam dele.

Influenciou um grande número de artistas, poetas, Leia o resto deste artigo »

Ondas mentais e ervas daninhas | Shunryu Suzuki

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Dhammapada verso 116 | ilustração | Post Ondas MentaisTrechos do livro “Mente Zen, Mente de Principiante”, de Shunryu Suzuki. Editora: Lua de Papel

“Por desfrutarmos de todos os aspectos da vida como um desdobramento da Mente Grande, não procuramos qualquer alegria excessiva. A nossa serenidade é então imperturbável.”

Quando estiveres a praticar zazen não tentes deter o pensamento. Deixa que ele pare por si mesmo. Se alguma coisa te vier à mente, deixa-a entrar e deixa-a sair. Ela não permanecerá durante muito tempo. Quando tentas parar o pensamento, isso significa que te estás a sentir incomodado por ele. Não te deixes incomodar por coisa nenhuma. Pode parecer que essa coisa vem de fora da tua mente, quando, na verdade, se tratam apenas das ondas da tua mente; e se não te deixares incomodar pelas ondas, elas tornar-se-ão gradualmente mais calmas. Em cinco ou, no máximo, dez minutos, a tua mente estará completamente serena e calma. Nessa altura, a tua respiração tornar-se-á mais lenta e as tuas pulsações acelerarão um pouco.

Poderás demorar ainda algum tempo a conseguir atingir um estado mental calmo e sereno na tua prática. Surgem muitas sensações, afluem muitos pensamentos ou imagens, mas são apenas ondas da tua própria mente. Nada vem de fora da tua mente. Em geral, pensamos que Leia o resto deste artigo »

Mente de principiante | Shunryu Suzuki

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Transcrição do Prólogo do livro “Mente Zen, Mente de Principiante”, de Shunryu Suzuki. Editora: Lua de Papel

“Na mente do principiante há muitas possibilidades,
mas poucas são as que existem na do perito.”

As pessoas dizem que a prática do Zen é difícil, mas há um mal-entendido quanto ao motivo. Não é difícil por ser árduo permanecer sentado na posição de lótus ou atingir a iluminação. É difícil porque é árduo manter a mente pura ou a prática pura no seu sentido fundamental. A escola Zen desenvolveu-se de muitas maneiras depois de se ter estabelecido na China, mas, ao mesmo tempo, tornou-se cada vez mais impura. Contudo, não pretendo falar sobre o Zen chinês ou sobre a história do Zen. O que me interessa é ajudar-te a manteres a tua prática livre de impurezas.

No Japão, temos a expressão shoshin, que significa “mente de principiante”. O objectivo da prática é sempre o de Leia o resto deste artigo »

Poema: Chamem-me pelos meus verdadeiros nomes | Thich Nhat Hanh

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Chamem-me pelos meus verdadeiros nomes
Não digam que parto amanhã
Porque hoje estou ainda chegando.

Olhe bem, a cada instante estou chegando
Para vir a ser botão de flor em ramo de primavera
Para ser passarinho de asas frágeis
Aprendendo a cantar em meu novo ninho,
Para ser lagarta na corola da flor,
Para ser gema oculta na pedra.

Estou ainda chegando para rir e chorar,
Para sentir medo e esperança
O ritmo do meu coração é o nascimento e morte
De tudo o que vive.

Sou a libélula em Leia o resto deste artigo »

Uma leitura Zen da linguagem visual de “Arrival”

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Tradução livre do artigo original do Lion’s Roar:
A Zen read of the visual language of “Arrival” por Koun Franz

Se o novo filme Arrival [O Primeiro Encontro / A Chegada] fez você pensar em “círculos Zen” [ensō], você não é o único. Koun Franz, editor adjunto da revista Buddhadharma, sobre a feliz coincidência da abordagem única do filme para a comunicação alienígena.

Como talvez todos os budistas que assistiram Arrival – ou pelo menos todos os Zen-budistas – eu tive que sorrir a primeira vez que os alienígenas revelaram a sua linguagem escrita, que, afinal, é a linguagem do enso, o “círculo Zen” que você vê em todos os lugares, da arte clássica Zen a vários logos, budistas e não só.

Os aliens, ou “heptapods”, usam uma linguagem que Leia o resto deste artigo »

Zazen

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Zazen é a compreensão do nosso verdadeiro Eu Taisen Deshimaru
Transcrição do artigo do Cap. 4 – Artigos escritos pelo mestre Taisen Deshimaru para os ocidentais, do livro “Verdadeiro Zen”, por Taisen Deshimaru. Editora Assírio & Alvim

Zazen não é outra coisa senão sentar-se tranquilamente e observar-se a si próprio objectivamente. O que é o “eu”? O o meu mestre Kodo Sawaki dizia: “Devemos conhecer o nosso eu puro e verdadeiro. Devemos tornar-nos íntimos connosco próprios.”

Quer isto dizer que o que olha é o eu subjectivo e o que é olhado é o eu objectivo? Mesmo que esta relação do que olha e do que é olhado seja levada muito longe, é impossível descobrir aí o verdadeiro eu, que não é nem objectivo nem subjectivo. Este eu verdadeiro pode ser chamado o “sujeito puro”. Ele tudo governa; e não o é o sujeito, tal como o conhecemos em geral, mas um “super sujeito” individual. Ele está em relação a todo o universo. É, podemos dizer, “o espírito de Buda”. Dito isto de outro modo, zazen é olhar, do ponto de vista da objectividade, a manifestação subjectiva.

Por exemplo: precisamos de um Leia o resto deste artigo »

Ouvir a Voz do Vale

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“A água do rio flui sempre, sem cessar. Flui rápida, não pára um só instante e se vai. Seu murmúrio evoca em mim o eco do tempo.

A água do tempo brilha no leito do Universo, sempre correndo, fluindo. Pedras, árvores, casas e cidades também fluem vagarosamente nesta correnteza, assim como os seres. tudo isso pode parecer imutável, mas na verdade essa ideia não passa de uma ilusão.

Apenas nós, seres humanos, acreditamos erroneamente que tudo é imutável. Esforçamo-nos para não sermos levados pela correnteza e lamentamos por tudo que se vai. No entanto, mesmo sofrendo e desdobrando-nos, caindo sete vezes e nos levantando oito, não há como parar o fluir, que envolve também nossa Leia o resto deste artigo »

Ambições profissionais, desapego material e o papel da riqueza no Budismo

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Como conciliar ambições profissionais e desapego material? | Monja Coen responde

Transcrição:
Pergunta: “Gostaria de saber como conciliamos os ensinamentos do Dharma relacionados ao desapego, principalmente material, e a busca por nossos objectivos de sucesso em vida, principalmente profissional, sendo que estes objectivos em sua maioria trazem consigo riqueza material”.

Resposta de Monja Coen:
Nós confundimos ás vezes o que é desapego com ter sucesso, querer coisas boas na vida. O facto de que queremos ter uma Leia o resto deste artigo »

A Mente Única e a Natureza Buda

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A Mente Única | Huang-po Hsi-yun

Todos os buddhas e todos os seres comuns nada mais são do que a mente única. A mente é sem início e sem fim, não-nascida e indestrutível. Não tem cor nem forma, não existe nem não-existe, não é velha nem nova, longa ou curta, grande ou pequena, já que transcende todas as medidas, limites, nomes e comparações. É o que vocês vêm diante de vocês.

Comecem a pensar sobre isso e imediatamente estarão errados. É como um vazio ilimitado, que não pode ser sondado ou medido. A mente única é o Buddha, e não há distinção entre o Buddha e os seres comuns, exceto pelo fato de que os seres comuns estão apegados às formas, e assim procuram pela natureza búddhica como se ela estivesse fora deles mesmos. Por causa desta procura, eles perdem a natureza búddhica, já que estão usando o Buddha para procurar o Buddha, usando a mente para procurar a mente. Mesmo que continuem por um milhão de éons, nunca serão capazes de encontrá-la. Não sabem que o que todos eles têm de fazer é colocar um fim ao pensamento conceitual, e então o Buddha aparecerá diante deles, pois esta mente é o Buddha e o Buddha são todos os seres sencientes. Não é menos para os seres manifestos nas coisas comuns, nem mais para os seres manifestos Leia o resto deste artigo »