Textos

O Budismo, a Homossexualidade e as questões LGBT

Publicado em Atualizado em

gays-lesbicas-Homossexualidade-LGBT

Neste post, Rev. Mauricio HondakuDzongsar Khyentse Rinpoche esclarecem o ponto de vista budista sobre a homossexualidade. É também disponibilizado uma ligação para vários textos explanativos do Ven. S. Dhammika.

Relacionamentos Homoafectivos | Mauricio Hondaku

Publicado originalmente no facebook pelo Rev. Hondaku e autorizada a publicação neste blog.

Recebemos uma msg de um praticante sobre relacionamentos homoafetivos e esclareci com ele sobre a postura budista sobre o assunto…

Praticante: “Sinto informar que não mais participarei dos encontros. O motivo é que eu não gostei nada do que o reverendo disse sobre o Budismo ser a favor do casamento gay. Quero esclarecer que “conduta sexual impropria” é homossexualismo!”

RESPOSTA:

Prezado, aqui é o Monge Hondaku… pela sua mensagem vejo que vc tem uma visão distorcida dos ensinamentos budistas que me coloco aqui a disposição para elucidar. Um dos preceitos budistas é Leia o resto deste artigo »

Anúncios

A poesia de Fernando Pessoa e o Budismo Zen

Publicado em Atualizado em

[Vídeo-Palestra] A poesia de Fernando Pessoa e a desconstrução budista da noção de «eu» | Paulo Borges

A tese da afinidade entre a poesia de Alberto Caeiro e o budismo Zen | Paulo Borges
(Excerto de: As coisas são coisas? Alberto Caeiro e o Zen)

Tende a predominar nos estudos pessoanos a tese da afinidade entre a poesia de Alberto Caeiro e o budismo Zen, destacando-se como excepção a justa análise de Richard Zenith (1999), que mostra bem várias diferenças entre Caeiro e o Zen, sendo a principal, a nosso ver, que o poeta português se interessa mais pela natureza do que pelo satori ou iluminação. A tese surgiu antecipadamente avalizada com o prestígio de autoridades internacionais como D. T. Suzuki (apud ALMEIDA, 1986) e Thomas Merton (1966). Onésimo Teotónio Almeida (1986) deu conta de como o segundo, um eminente contemplativo católico muito interessado pela espiritualidade oriental e Zen em particular, deu a conhecer alguns poemas por si traduzidos de O Guardador de Rebanhos a D. T. Suzuki, o grande divulgador do Zen no Ocidente, e este reconheceu “uma grande qualidade zen” na poesia caeiriana. O mesmo Leia o resto deste artigo »

A libertação do ciclo insatisfatório de renascimentos

Publicado em

Pergunta: Por que o budismo parece enxergar a vida (ou os renascimentos) como algo a ser extinto definitivamente? Sabe-se a origem desse pensamento, que a princípio soa pessimista e depreciativo em relação à vida, seja aqui ou em outros mundos? O budismo parece não valorizar a existência e a própria vida quando sugere que seu objetivo último é o Nirvana e com isso a cessação de tudo e o não retorno (fim dos renascimentos). Curiosamente essa perspectiva não me parece muito compatível com a visão do zen budismo que tenho observado até então, onde eu percebo uma valorização da existência, uma postura de afirmação de sermos a própria vida do universo e da maravilha que pode ser estarmos aqui. Sou bastante iniciante nesse campo e cheio de dúvidas, no entanto. Obrigado! (Luis Branco)

Resposta de Henrique Pires:

Esse tipo de dúvida emerge quando primeira e terceira nobres verdades ainda não foram entendidas em profundidade.

1) Sobre a Primeira Nobre Verdade
Buddha descrevia a nobre verdade do sofrimento, da imperfeição, da insatisfatoriedade que se aplica à existência cíclica. Em vários lugares, comparou o ciclo de renascimentos com uma Leia o resto deste artigo »

A Mente como o Espaço | Mingyur Rinpoche

Vídeo Publicado em Atualizado em

Transcrição:

A consciência é como o espaço, não pode ser poluída pelas nuvens, você não pode obscurecer o espaço, as nuvens, a terra, o sistema solar, as galáxias você não pode cortar o espaço, você não pode queimar o espaço, o espaço é sempre puro e claro, sempre está lá.

A natureza do espaço é sempre pura e limpa. A consciência é assim. E desta maneira, você automaticamente elimina o sofrimento. Por quê?

Porque normalmente, a nossa mente depende totalmente das coisas materiais externas: Forma, som, cheiro, sabor, sensação; Leia o resto deste artigo »

A Prática da Minhoca | Ajahn Ñāṇarato

Publicado em Atualizado em

Texto de Ajahn Ñāṇaratodo, do Livro Folhas da Árvore Bodhi. Publicações Sumedhārāma

O venerável Ajahn Chah, um dos mais conhecidos professores do Budismo da Tradição da Floresta da Tailândia, costumava dizer: “A nossa prática é como a minhoca”. O que significa isto?

No mundo moderno queremos obter resultados o mais rapidamente possível, fazendo juízos acerca de quão eficientes as coisas são, quão bem-feitas, quão atraentes, etc. Existe uma constante pressão para se estar actualizado com os últimos avanços e temer ser deixado para trás. Mas será que temos realmente força e confiança em nós próprios? Não será que estamos a perder a nossa confiança e integridade ainda que acreditemos que estamos a controlar o “nosso mundo”? Enquanto o chamado desenvolvimento ao nível material é tão invasivo e amplamente disseminado por toda a parte, o que é que tem vindo a acontecer connosco, afinal o Ser mais importante no meio de tudo isto?

Temos que correr para obter resultados e alcançar o mesmo lugar que todos as outras pessoas, da forma mais rápida possível; esta é uma percepção que toda a gente tem. Mas poderemos assim manter o nosso espaço interior para perceber a beleza, a dor e as possibilidades dos outros? Estas questões deveriam ser levadas em consideração quando sinceramente procuramos a paz, o viver pacificamente no meio da diversidade, e dentro deste contexto penso que a Leia o resto deste artigo »

Qual a importância de se ter um mestre ou professor? É essencial frequentar um centro ou um templo?

Publicado em Atualizado em

Qual a importância de se ter um mestre espiritual? | Monja Coen Responde

Transcrição:

Eu tenho evitando muito essa palavra mestre, porque dá a impressão que a gente pega um ser humano e o coloca num pedestal, e ele é especial, tão especial, tão separado de mim, que eu só fico lá beijado os seus pés.

A ideia é como é que eu encontro alguém que é esse bom amigo, essa boa amiga, que é meio parecido comigo, que sabe alguma coisa mais do que eu, e que pode me apontar o caminho.

Assim como… se eu vou entrar numa mata ou subir uma montanha que eu nunca fui, eu posso Leia o resto deste artigo »

Você é espiritual mas não religioso? 10 razões pelas quais o budismo enriquecerá o seu caminho

Publicado em Atualizado em

Trecho (quase na íntegra) do texto escrito por Melvin McLeod na revista Shambhala Sun de novembro de 2013 e publicada em 30 de outubro de 2014 no blog Lion’s Roar. Melvin McLeod é editor chefe das revistas budistas Lion’s Roar (anteriormente Shambhala Sun) e Buddhadharma. A tradução é da equipa do blog Budismo Petrópolis.

Existem várias razões pelas quais as pessoas se tornam desencantadas com a religião institucionalizada, mas a maioria continua a ansiar por algo mais do que uma vida materialista, de algo que dê significado mais profundo e felicidade, algo que eles descrevem como “espiritual”.

Talvez isso diga respeito a você. Talvez você seja uma das muitas pessoas que descobriu que o budismo tem muito a oferecer à sua vida e prática espiritual, sem algumas das desvantagens da religião institucionalizada.

Dito de outra maneira:

Algumas pessoas discutem se o budismo é de fato uma religião, mas por agora vamos supor que seja. O budismo é única religião do mundo que não tem um Deus. É uma religião não-teísta.

Isso muda tudo. Sim, tal como as outras religiões o budismo descreve uma realidade não-material, espiritual (talvez uma realidade mais profunda) e aborda o que acontece depois que morremos. Mas, ao mesmo tempo, é pés no chão e prática: diz sobre nós, nossas mentes, e nosso sofrimento. É sobre ser totalmente e profundamente humano, e tem algo a oferecer a todos: aos budistas, é claro; também às pessoas espiritualizadas mas não religiosas, aos de outras religiões, e até mesmo àqueles que não se acham espirituais. Quem não sabe o Leia o resto deste artigo »

Ambições profissionais, desapego material e o papel da riqueza no Budismo

Publicado em Atualizado em

Como conciliar ambições profissionais e desapego material? | Monja Coen responde

Transcrição:
Pergunta: “Gostaria de saber como conciliamos os ensinamentos do Dharma relacionados ao desapego, principalmente material, e a busca por nossos objectivos de sucesso em vida, principalmente profissional, sendo que estes objectivos em sua maioria trazem consigo riqueza material”.

Resposta de Monja Coen:
Nós confundimos ás vezes o que é desapego com ter sucesso, querer coisas boas na vida. O facto de que queremos ter uma Leia o resto deste artigo »

A compaixão é que sustenta o mundo, não o processo económico – Palestra: Conselhos Budistas para Tempos Difíceis | Lama Padma Samten

Publicado em Atualizado em

Nós acreditamos que o processo económico é a base do mundo, mas não é. A base do mundo é nossa capacidade de nos interessarmos uns pelos outros. Isso é o que faz as coisas se ampliarem e melhorarem, isso é o que sustenta as coisas.

Sua Santidade o Dalai Lama diz que cada um de nós foi sustentado sem nenhuma expectativa de retorno. Nós fomos cuidados, isso não é uma atividade económica. Quando as coisas afundam, surgem catástrofes e grandes dificuldades, como é que resolvemos? Surgem muitos voluntários, as pessoas se auto-organizam e fazem tudo melhorar. Isso é o que sustenta o funcionamento do mundo.

Quando os pais e mães não conseguem cuidar de seus filhos, aparece Leia o resto deste artigo »

A Mente Única e a Natureza Buda

Publicado em Atualizado em

buda pequenoA Mente Única | Huang-po Hsi-yun

Todos os buddhas e todos os seres comuns nada mais são do que a mente única. A mente é sem início e sem fim, não-nascida e indestrutível. Não tem cor nem forma, não existe nem não-existe, não é velha nem nova, longa ou curta, grande ou pequena, já que transcende todas as medidas, limites, nomes e comparações. É o que vocês vêm diante de vocês.

Comecem a pensar sobre isso e imediatamente estarão errados. É como um vazio ilimitado, que não pode ser sondado ou medido. A mente única é o Buddha, e não há distinção entre o Buddha e os seres comuns, exceto pelo fato de que os seres comuns estão apegados às formas, e assim procuram pela natureza búddhica como se ela estivesse fora deles mesmos. Por causa desta procura, eles perdem a natureza búddhica, já que estão usando o Buddha para procurar o Buddha, usando a mente para procurar a mente. Mesmo que continuem por um milhão de éons, nunca serão capazes de encontrá-la. Não sabem que o que todos eles têm de fazer é colocar um fim ao pensamento conceitual, e então o Buddha aparecerá diante deles, pois esta mente é o Buddha e o Buddha são todos os seres sencientes. Não é menos para os seres manifestos nas coisas comuns, nem mais para os seres manifestos Leia o resto deste artigo »

Algumas palavras sobre vacuidade | Thich Nhat Hanh

Publicado em Atualizado em

Transcrição:

Vacuidade… Shunyata
O ensinamento sobre a vacuidade não tem sido tão explorado no Theravada como nas escolas Mahayana.

A vacuidade não significa que não há nada.

Quando olham para esta flor, vêm que esta flor está cheia de tudo. O sol, as nuvens, o solo, o tempo, o espaço, o jardineiro… tudo, incluindo a tua própria consciência.
Podemos ver que a flor está cheia de consciência, como o pedaço de pão que têm na mão, pronto para ser comido.
Por que é que o descrevemos como “vazio”? Leia o resto deste artigo »

[Vídeo] O que é o momento presente? – S. S. o Dalai Lama

Vídeo Publicado em Atualizado em


“Em geral, presumimos que há uma entidade com existência independente a que chamamos de tempo. Falamos de tempo passado, presente e futuro. Entretanto, quando examinamos melhor o assunto, vemos que esse conceito também é uma convenção. Verificamos que a expressão “momento presente” é apenas um rótulo que indica a interface entre os tempos “passado” e “futuro”. Não podemos na realidade localizar com precisão o presente. O passado está apenas uma fração de segundo antes do suposto momento presente; apenas uma fração de segundo depois está o futuro. No entanto, se dissermos que o momento presente é “agora”, assim que acabarmos de pronunciar esta palavra ele já estará no passado. Se sustentássemos que,

Leia o resto deste artigo »

[Vídeo] Discurso de S.N. Goenka (Millennium World Peace Summit – 2000 – ONU)

Publicado em Atualizado em

Histórico

Sr. Goenka é um professor leigo de meditação Vipassana na tradição do falecido Sayagyi U Ba Khin da Birmânia (Mianmar).

Embora seja de origem indiana, o Sr. Goenka nasceu e foi criado na Birmânia. Quando vivia na Birmânia teve a felicidade de entrar em contato com U Ba Khin e aprender a técnica de Vipassana com ele. Após ter sido treinado durante quatorze anos pelo seu professor, o senhor Goenka se estabeleceu na Índia e começou a lecionar Vipassana em 1969. Em um país dividido radicalmente por diferenças de casta e de religião, os cursos oferecidos pelo senhor Goenka têm atraído pessoas de todos os segmentos da sociedade. Além disso, muitas pessoas de países do mundo inteiro têm vindo freqüentar cursos de meditação Vipassana.

O Sr. Goenka tem ensinado dezenas de milhares de pessoas em mais de 300 cursos de dez dias na Índia e em outros países, no Oriente e no Ocidente. Em 1982, começou a nomear professores-assistentes para ajudá-lo a enfrentar a crescente demanda por cursos. Centros de meditação foram estabelecidos sob a sua orientação na Índia, no Canadá, nos Estados Unidos, na Nova Zelândia, na França, no Reino Unido, no Japão, no Sri Lanka, na Tailândia, em Mianmar, no Nepal e em outros países.

A técnica ensinada por S.N. Goenka representa uma tradição que remonta ao Buda. O Buda nunca ensinou uma religião sectária; ensinou Dhamma — o caminho da libertação — que é universal. Na mesma tradição, a postura do senhor Goenka é inteiramente não-sectária. Por esse motivo, seu ensinamento tem atraído pessoas de todas as origens, de todas as religiões ou sem qualquer religião, de todas as partes do mundo. Leia o resto deste artigo »

O monge budista que ficou bilionário

Publicado em Atualizado em

Sabe toda aquela insistência em se concentrar nos acionistas? Esqueça, diz Kazuo Inamori, empreendedor, guru de gestão e monge budista.

Em vez disso, invista seu tempo na alegria dos funcionários.

Ele utilizou essa filosofia para estabelecer a gigante dos eletrônicos Kyocera Corp. há mais de cinco décadas, criar a operadora de telefonia que agora é conhecida como KDDI Corp., avaliada em US$ 64 bilhões, e resgatar a Japan Airlines Co. de seu pedido de falência.

Na sede da Kyocera, com vista para as colinas e os templos da antiga capital Kyoto, Inamori manifesta dúvidas sobre os modos capitalistas ocidentais. Sua perspectiva é um lembrete de que muitos setores fortes da indústria japonesa não acreditam nos planos propostos pelo primeiro-ministro Shinzo Abe para que as empresas se dediquem mais aos acionistas.

“Se você quer os ovos, cuide bem das galinhas”, disse Inamori em uma entrevista no dia 23 de outubro. “Se você maltratar ou matar as galinhas, não vai dar certo”.

Continue a ler na Revista Exame…

Steve Jobs e o Zen Budismo

Publicado em Atualizado em

stevelotus

“Há uma frase no budismo, mente de principiante. É maravilhoso ter uma mente de principiante”.
– Steve Jobs

Sob a liderança de Steve Jobs, foram várias as revoluções tecnológicas que a Apple iniciou.

Quando apenas se pensava em computadores destinados a empresas, Steve Jobs juntamente com Steve Wozniak e Ronald Wayne, fundam a Apple e lançam o primeiro computador destinado a pessoas comuns, algo considerado ridículo naquela época. Mais tarde lança o Macintosh – o primeiro computador com uma interface gráfica. Devido a vários problemas com a direcção, Setve Jobs acaba por Leia o resto deste artigo »

Jogos e Prática Budista são Compatíveis?

Publicado em Atualizado em

Jogar jogos como o GTA será compatível com a prática do Dharma?
Quando era mais novo, antes de ter uma conexão maior com o budismo, como todos os jovens também gostava de jogar jogos. GTA, SplinterCelll, Metal Gear Solid, eram alguns dos jogos que gostava de jogar.

Mas nunca fui de jogar muito, e há muitos anos que já não pego num jogo.
No meu caso particular, via o jogo apenas como diversão e lazer, sem qualquer mistura com a realidade.

Mas muitos jovens, principalmente Leia o resto deste artigo »