Textos

A Prática da Minhoca | Ajahn Ñāṇarato

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Texto de Ajahn Ñāṇaratodo, do Livro Folhas da Árvore Bodhi. Publicações Sumedhārāma

O venerável Ajahn Chah, um dos mais conhecidos professores do Budismo da Tradição da Floresta da Tailândia, costumava dizer: “A nossa prática é como a minhoca”. O que significa isto?

No mundo moderno queremos obter resultados o mais rapidamente possível, fazendo juízos acerca de quão eficientes as coisas são, quão bem-feitas, quão atraentes, etc. Existe uma constante pressão para se estar actualizado com os últimos avanços e temer ser deixado para trás. Mas será que temos realmente força e confiança em nós próprios? Não será que estamos a perder a nossa confiança e integridade ainda que acreditemos que estamos a controlar o “nosso mundo”? Enquanto o chamado desenvolvimento ao nível material é tão invasivo e amplamente disseminado por toda a parte, o que é que tem vindo a acontecer connosco, afinal o Ser mais importante no meio de tudo isto?

Temos que correr para obter resultados e alcançar o mesmo lugar que todos as outras pessoas, da forma mais rápida possível; esta é uma percepção que toda a gente tem. Mas poderemos assim manter o nosso espaço interior para perceber a beleza, a dor e as possibilidades dos outros? Estas questões deveriam ser levadas em consideração quando sinceramente procuramos a paz, o viver pacificamente no meio da diversidade, e dentro deste contexto penso que a Leia o resto deste artigo »

Qual a importância de se ter um mestre ou professor? É essencial frequentar um centro ou um templo?

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Qual a importância de se ter um mestre espiritual? | Monja Coen Responde

Transcrição:

Eu tenho evitando muito essa palavra mestre, porque dá a impressão que a gente pega um ser humano e o coloca num pedestal, e ele é especial, tão especial, tão separado de mim, que eu só fico lá beijado os seus pés.

A ideia é como é que eu encontro alguém que é esse bom amigo, essa boa amiga, que é meio parecido comigo, que sabe alguma coisa mais do que eu, e que pode me apontar o caminho.

Assim como… se eu vou entrar numa mata ou subir uma montanha que eu nunca fui, eu posso Leia o resto deste artigo »

Você é espiritual mas não religioso? 10 razões pelas quais o budismo enriquecerá o seu caminho

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Trecho (quase na íntegra) do texto escrito por Melvin McLeod na revista Shambhala Sun de novembro de 2013 e publicada em 30 de outubro de 2014 no blog Lion’s Roar. Melvin McLeod é editor chefe das revistas budistas Lion’s Roar (anteriormente Shambhala Sun) e Buddhadharma. A tradução é da equipa do blog Budismo Petrópolis.

Existem várias razões pelas quais as pessoas se tornam desencantadas com a religião institucionalizada, mas a maioria continua a ansiar por algo mais do que uma vida materialista, de algo que dê significado mais profundo e felicidade, algo que eles descrevem como “espiritual”.

Talvez isso diga respeito a você. Talvez você seja uma das muitas pessoas que descobriu que o budismo tem muito a oferecer à sua vida e prática espiritual, sem algumas das desvantagens da religião institucionalizada.

Dito de outra maneira:

Algumas pessoas discutem se o budismo é de fato uma religião, mas por agora vamos supor que seja. O budismo é única religião do mundo que não tem um Deus. É uma religião não-teísta.

Isso muda tudo. Sim, tal como as outras religiões o budismo descreve uma realidade não-material, espiritual (talvez uma realidade mais profunda) e aborda o que acontece depois que morremos. Mas, ao mesmo tempo, é pés no chão e prática: diz sobre nós, nossas mentes, e nosso sofrimento. É sobre ser totalmente e profundamente humano, e tem algo a oferecer a todos: aos budistas, é claro; também às pessoas espiritualizadas mas não religiosas, aos de outras religiões, e até mesmo àqueles que não se acham espirituais. Quem não sabe o Leia o resto deste artigo »

Ambições profissionais, desapego material e o papel da riqueza no Budismo

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Como conciliar ambições profissionais e desapego material? | Monja Coen responde

Transcrição:
Pergunta: “Gostaria de saber como conciliamos os ensinamentos do Dharma relacionados ao desapego, principalmente material, e a busca por nossos objectivos de sucesso em vida, principalmente profissional, sendo que estes objectivos em sua maioria trazem consigo riqueza material”.

Resposta de Monja Coen:
Nós confundimos ás vezes o que é desapego com ter sucesso, querer coisas boas na vida. O facto de que queremos ter uma Leia o resto deste artigo »

Karma não é Destino

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Trecho do Capítulo VI. Kamma: A Lei da Causalidade Moral, do livro Budismo em Poucas Palavras de Narada Mahathera.

Nós mesmos somos responsáveis por nossas ações, felicidade e miséria. Nós construímos nossos próprios infernos. Criamos nossos próprios céus. Somos os arquitetos do próprio destino. Em definitivo, nós mesmos somos nosso próprio Kamma.

Numa ocasião, um certo jovem chamado Subha, aproximou-se de Buddha e perguntou-lhe qual era o motivo de entre os seres humanos existirem estados elevados e inferiores.

“Pois”, continuou, “encontramos entre os seres humanos aqueles de vida breve e de longa vida, os saudáveis e os doentes, os bem parecidos e os feios, os poderosos e os que não têm poder algum, os pobres e os ricos, os de elevado nascimento e os de baixo nascimento, os ignorantes e os inteligentes”.

Buddha replicou sucintamente:

“Cada criatura vivente tem o Kamma como propriedade, como herança, como causa, como origem, como refúgio. O Kamma é o que diferencia os seres viventes de estados baixos e elevados.”

Em seguida, explicou a razão para tais diferenças segundo Lei da Causalidade Moral.

Assim, de um ponto de vista Budista, nossas presentes diferenças mentais, intelectuais, morais e temperamentos devem-se principalmente, às nossas próprias ações e tendências, tanto passadas como presentes.

O Kamma, literalmente, significa ação; mas, num sentido último, significa Leia o resto deste artigo »

A compaixão é que sustenta o mundo, não o processo económico – Palestra: Conselhos Budistas para Tempos Difíceis | Lama Padma Samten

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Nós acreditamos que o processo económico é a base do mundo, mas não é. A base do mundo é nossa capacidade de nos interessarmos uns pelos outros. Isso é o que faz as coisas se ampliarem e melhorarem, isso é o que sustenta as coisas.

Sua Santidade o Dalai Lama diz que cada um de nós foi sustentado sem nenhuma expectativa de retorno. Nós fomos cuidados, isso não é uma atividade económica. Quando as coisas afundam, surgem catástrofes e grandes dificuldades, como é que resolvemos? Surgem muitos voluntários, as pessoas se auto-organizam e fazem tudo melhorar. Isso é o que sustenta o funcionamento do mundo.

Quando os pais e mães não conseguem cuidar de seus filhos, aparece Leia o resto deste artigo »

A Mente Única e a Natureza Buda

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A Mente Única | Huang-po Hsi-yun

Todos os buddhas e todos os seres comuns nada mais são do que a mente única. A mente é sem início e sem fim, não-nascida e indestrutível. Não tem cor nem forma, não existe nem não-existe, não é velha nem nova, longa ou curta, grande ou pequena, já que transcende todas as medidas, limites, nomes e comparações. É o que vocês vêm diante de vocês.

Comecem a pensar sobre isso e imediatamente estarão errados. É como um vazio ilimitado, que não pode ser sondado ou medido. A mente única é o Buddha, e não há distinção entre o Buddha e os seres comuns, exceto pelo fato de que os seres comuns estão apegados às formas, e assim procuram pela natureza búddhica como se ela estivesse fora deles mesmos. Por causa desta procura, eles perdem a natureza búddhica, já que estão usando o Buddha para procurar o Buddha, usando a mente para procurar a mente. Mesmo que continuem por um milhão de éons, nunca serão capazes de encontrá-la. Não sabem que o que todos eles têm de fazer é colocar um fim ao pensamento conceitual, e então o Buddha aparecerá diante deles, pois esta mente é o Buddha e o Buddha são todos os seres sencientes. Não é menos para os seres manifestos nas coisas comuns, nem mais para os seres manifestos Leia o resto deste artigo »

Algumas palavras sobre vacuidade | Thich Nhat Hanh

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Transcrição:

Vacuidade… Shunyata
O ensinamento sobre a vacuidade não tem sido tão explorado no Theravada como nas escolas Mahayana.

A vacuidade não significa que não há nada.

Quando olham para esta flor, vêm que esta flor está cheia de tudo. O sol, as nuvens, o solo, o tempo, o espaço, o jardineiro… tudo, incluindo a tua própria consciência.
Podemos ver que a flor está cheia de consciência, como o pedaço de pão que têm na mão, pronto para ser comido.
Por que é que o descrevemos como “vazio”? Leia o resto deste artigo »

[Vídeo] O que é o momento presente? – S. S. o Dalai Lama

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“Em geral, presumimos que há uma entidade com existência independente a que chamamos de tempo. Falamos de tempo passado, presente e futuro. Entretanto, quando examinamos melhor o assunto, vemos que esse conceito também é uma convenção. Verificamos que a expressão “momento presente” é apenas um rótulo que indica a interface entre os tempos “passado” e “futuro”. Não podemos na realidade localizar com precisão o presente. O passado está apenas uma fração de segundo antes do suposto momento presente; apenas uma fração de segundo depois está o futuro. No entanto, se dissermos que o momento presente é “agora”, assim que acabarmos de pronunciar esta palavra ele já estará no passado. Se sustentássemos que,

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[Vídeo] Discurso de S.N. Goenka (Millennium World Peace Summit – 2000 – ONU)

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Histórico

Sr. Goenka é um professor leigo de meditação Vipassana na tradição do falecido Sayagyi U Ba Khin da Birmânia (Mianmar).

Embora seja de origem indiana, o Sr. Goenka nasceu e foi criado na Birmânia. Quando vivia na Birmânia teve a felicidade de entrar em contato com U Ba Khin e aprender a técnica de Vipassana com ele. Após ter sido treinado durante quatorze anos pelo seu professor, o senhor Goenka se estabeleceu na Índia e começou a lecionar Vipassana em 1969. Em um país dividido radicalmente por diferenças de casta e de religião, os cursos oferecidos pelo senhor Goenka têm atraído pessoas de todos os segmentos da sociedade. Além disso, muitas pessoas de países do mundo inteiro têm vindo freqüentar cursos de meditação Vipassana.

O Sr. Goenka tem ensinado dezenas de milhares de pessoas em mais de 300 cursos de dez dias na Índia e em outros países, no Oriente e no Ocidente. Em 1982, começou a nomear professores-assistentes para ajudá-lo a enfrentar a crescente demanda por cursos. Centros de meditação foram estabelecidos sob a sua orientação na Índia, no Canadá, nos Estados Unidos, na Nova Zelândia, na França, no Reino Unido, no Japão, no Sri Lanka, na Tailândia, em Mianmar, no Nepal e em outros países.

A técnica ensinada por S.N. Goenka representa uma tradição que remonta ao Buda. O Buda nunca ensinou uma religião sectária; ensinou Dhamma — o caminho da libertação — que é universal. Na mesma tradição, a postura do senhor Goenka é inteiramente não-sectária. Por esse motivo, seu ensinamento tem atraído pessoas de todas as origens, de todas as religiões ou sem qualquer religião, de todas as partes do mundo. Leia o resto deste artigo »

O monge budista que ficou bilionário

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Sabe toda aquela insistência em se concentrar nos acionistas? Esqueça, diz Kazuo Inamori, empreendedor, guru de gestão e monge budista.

Em vez disso, invista seu tempo na alegria dos funcionários.

Ele utilizou essa filosofia para estabelecer a gigante dos eletrônicos Kyocera Corp. há mais de cinco décadas, criar a operadora de telefonia que agora é conhecida como KDDI Corp., avaliada em US$ 64 bilhões, e resgatar a Japan Airlines Co. de seu pedido de falência.

Na sede da Kyocera, com vista para as colinas e os templos da antiga capital Kyoto, Inamori manifesta dúvidas sobre os modos capitalistas ocidentais. Sua perspectiva é um lembrete de que muitos setores fortes da indústria japonesa não acreditam nos planos propostos pelo primeiro-ministro Shinzo Abe para que as empresas se dediquem mais aos acionistas.

“Se você quer os ovos, cuide bem das galinhas”, disse Inamori em uma entrevista no dia 23 de outubro. “Se você maltratar ou matar as galinhas, não vai dar certo”.

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Steve Jobs e o Zen Budismo

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stevelotus

“Há uma frase no budismo, mente de principiante. É maravilhoso ter uma mente de principiante”.
– Steve Jobs

Sob a liderança de Steve Jobs, foram várias as revoluções tecnológicas que a Apple iniciou.

Quando apenas se pensava em computadores destinados a empresas, Steve Jobs juntamente com Steve Wozniak e Ronald Wayne, fundam a Apple e lançam o primeiro computador destinado a pessoas comuns, algo considerado ridículo naquela época. Mais tarde lança o Macintosh – o primeiro computador com uma interface gráfica. Devido a vários problemas com a direcção, Setve Jobs acaba por Leia o resto deste artigo »

Jogos e Prática Budista são Compatíveis?

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Jogar jogos como o GTA será compatível com a prática do Dharma?
Quando era mais novo, antes de ter uma conexão maior com o budismo, como todos os jovens também gostava de jogar jogos. GTA, SplinterCelll, Metal Gear Solid, eram alguns dos jogos que gostava de jogar.

Mas nunca fui de jogar muito, e há muitos anos que já não pego num jogo.
No meu caso particular, via o jogo apenas como diversão e lazer, sem qualquer mistura com a realidade.

Mas muitos jovens, principalmente Leia o resto deste artigo »

Budismo e a Eutanásia

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Fonte:
 O Livro Tibetano da Vida e da Morte, de Sogyal Rinpoche
 Apêndice 2: Questões sobre a morte.
 Editora: Prefácio
 Ano de Edição: 2001

“Em geral, há o perigo de um tratamento de apoio à vida que se limite a prolongar o processo da morte, vir a provocar desnecessários apegos, iras e frustrações no moribundo, em especial se não for esse o seu desejo. Os familiares que têm de enfrentar decisões difíceis, assustados com a responsabilidade de deixarem que o seu ente querido morra, deveriam reflectir se existe esperança real na recuperação, ou se a qualidade dos dias e horas finais desse ente podem ser mais importantes do que mantê-lo vivo. Para além disso, como na realidade nunca sabemos se a consciência ainda se encontra no corpo, podemos estar a condená-lo a um aprisionamento num corpo inútil.
Dilgo Khyentse Rinpoche disse:
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A Sangha | Thich Nhat Hanh

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Nas escrituras budistas é dito que há quatro comunidades: monges, monjas, homens leigos e mulheres leigas.
Mas eu também incluo elementos que não são humanos na Sangha.
As árvores, água, ar, pássaros e assim por diante, podem todos ser membros da Sangha. Uma boa almofada também pode. Podemos transformar muitas coisas em elementos de apoio da Sangha. Esta idéia não é inteiramente nova, pode ser achada através dos sutras e no Abbidharma também. Leia o resto deste artigo »

Sobre o Nibbana | Ajaan Thanissaro

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“Todos sabemos o que ocorre quando um fogo se extingue. As chamas morrem e o fogo desaparece. Portanto quando pela primeira vez nos damos conta de que o objetivo da prática Budista, nibbana (nirvana), significa literalmente a extinção de um fogo, é difícil imaginar uma imagem mais mortífera para um objetivo espiritual: a completa aniquilação. Acontece que, no entanto, essa interpretação desse conceito é um erro de tradução, não tanto de palavra, mas de imagem. O que significava um fogo extinto para os Hindus na época do Buda? Tudo, menos aniquilação. Leia o resto deste artigo »