Budismo

A Arte Cavalheiresca do Arqueiro Zen e a Sabedoria Transcendental

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arqueiro-arco-flechaIntrodução de D. T. Suzuki, ao livro “A Arte Cavalheiresca do Arqueiro Zen” de Herrigel Eugen. Editora Pensamento, Edição 987.

O que nos surpreende na prática do tiro com arco e na de outras artes que se cultivam no Japão (e provavelmente também em outros países do Extremo Oriente) é que não tem como objetivo nem resultados práticos, nem o aprimoramento do prazer estético, mas exercitar a consciência, com a finalidade de fazê-la atingir a realidade última. A meta do arqueiro não é apenas atingir o alvo; a espada não é empunhada para derrotar o adversário; o dançarino não dança unicamente com a finalidade de executar movimentos harmoniosos. O que eles pretendem, antes de tudo, é harmonizar o consciente com o inconsciente.

Para ser um autêntico arqueiro, o domínio técnico é insuficiente, E necessário transcendê-lo, de tal maneira que ele se converta numa arte sem arte, emanada do inconsciente.

No tiro com arco, arqueiro e alvo deixam de ser entidades opostas, mas uma única e mesma realidade. O arqueiro não está Leia o resto deste artigo »

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Sinais que estamos perante uma legítima e boa escola budista ou uma má escola budista

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Existem milhares de ramos e escolas budistas. No meio de tanta variedade, há sempre escolas espúrias. Para que receba ensinamentos de qualidade e para evitar envolver-se com escolas de índole duvidosa, esteja atento(a) aos sinais que se seguem.

Sinais que estamos perante uma boa e legítima escola:

Sinais que estamos perante uma má escola: Leia o resto deste artigo »

Guia de Meditação

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Veja neste post: A Meditação Budista (Introdução, Bhavana, Atitude) • Analogia do copo • Todos os budistas meditam? • Porque meditar? • Existem vários tipos de Meditação budista? • Como meditar? • Links para artigos, palestras e retiros em vídeo/áudio.

.: A Meditação Budista :.

Por Ajahn Jayasaro

Introdução

Transcrição:

O Buda disse que nós não experienciamos verdadeira felicidade nas nossas vidas. Nós descobrimos que mesmo que o nosso ambiente material se torne mais confortável ou sintamos algum sucesso nas nossas vidas, isso não funciona realmente, algo parece não estar muito certo, há algum sentimento de falta.

O Buda disse que é como se você tivesse um balde ou um recipiente com um buraco nele e quanto mais você enche mais vaza.

O Buda não está menosprezando a importância da vida mundana e como nós nos comportamos, longe disso, mas ele diz que no final a coisa mais importante é como nós nos relacionamos com nosso coração, com a nossa mente.

Então o Buda nos deu muitos meios hábeis para lidar com a maneira que Leia o resto deste artigo »

Espiritualidade num mundo capitalista | entrevista a Dokushô Villalba

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Tradução da Entrevista a Dokushô Villalba, feita pelo site Código Nuevo e publicada em 16/08/2017. Ver artigo original.

O zen não é uma resposta espiritual a um mundo materialista, é uma forma de viver que inclui […] a espiritualidade e o materialismo”
Taisen Deshimaru

Dokushô Villalba é o primeiro mestre espanhol de Budismo Zen. Reside no Mosteiro Luz Serena de Requena (Valência), Espanha. Utiliza diariamente um iMac, um iPhone e um iPad. Também um carro, luz eléctrica e água corrente. Alguém se perguntará como um monge budista pode usar os símbolos do consumismo de uma maneira descarada.

Contra a opinião popular, o budismo não renuncia ao mundo: não se afasta dele e nem menospreza o progresso tecnológico e científico. Então, fomos Leia o resto deste artigo »

As 3 Preciosas Pílulas | Tenzin Wangyal Rinpoche

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Transcrição:

Esta é uma prática muito simples, pode ser muito útil para todos, eu a chamo de Três Preciosas Pílulas. A Pílula Branca, a Pílula Vermelha e a Pílula Azul.

A razão pela qual eu as chamo de pílulas, é porque no ocidente se toma muitas pílulas. Há pílulas para tudo.

A Pílula Branca é relativa ao Corpo.
A Pílula Vermelha é relativa à Fala.
A Pílula Azul é relativa à Mente.

Quando tomar estas pílulas?

[Pílula Branca | Corpo – Quietude]

Por exemplo, em muitos momentos da nossa vida, se você prestar bastante atenção em si mesmo, você está sofrendo, sem se dar conta. Por exemplo, como se fosse Leia o resto deste artigo »

O Budismo, a Homossexualidade e as questões LGBT

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gays-lesbicas-Homossexualidade-LGBT

Neste post, Rev. Mauricio HondakuDzongsar Khyentse Rinpoche esclarecem o ponto de vista budista sobre a homossexualidade. É também disponibilizado uma ligação para vários textos explanativos do Ven. S. Dhammika.

Relacionamentos Homoafectivos | Mauricio Hondaku

Publicado originalmente no facebook pelo Rev. Hondaku e autorizada a publicação neste blog.

Recebemos uma msg de um praticante sobre relacionamentos homoafetivos e esclareci com ele sobre a postura budista sobre o assunto…

Praticante: “Sinto informar que não mais participarei dos encontros. O motivo é que eu não gostei nada do que o reverendo disse sobre o Budismo ser a favor do casamento gay. Quero esclarecer que “conduta sexual impropria” é homossexualismo!”

RESPOSTA:

Prezado, aqui é o Monge Hondaku… pela sua mensagem vejo que vc tem uma visão distorcida dos ensinamentos budistas que me coloco aqui a disposição para elucidar. Um dos preceitos budistas é Leia o resto deste artigo »

China irá ter a sua própria universidade Nalanda

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Nalanda, na Índia, foi a primeira universidade residencial no mundo. Nessa universidade de origem budista, para além dos estudos budistas e de filosofia, também era ensinado ciência, astronomia, medicina, lógica, yoga, vedas, etc. Teve no seu apogeu mais de 10000 alunos e 2000 professores. Hoje, o que restam são ruínas, mas na Índia está em marcha um projecto para a construção de uma grande universidade internacional inspirada em Nalanda, tem sido no entanto um projecto de avanços e recuos e que vai seguindo muito lentamente. No Grande Salão Real do Budismo, Japão também está em andamento um centro de estudos inspirado em Nalanda.

São várias as universidades budistas ao redor do mundo, principalmente na Ásia, umas de menor dimensão, outras de maior dimensão. Actualmente, na China, está também em andamento um projecto para a construção de uma grande universidade inspirada em Nalanda, a Nanhai Buddhism Academy, na província de Hainan. Existe um interesse renovado na China pelo budismo, e este é mais um exemplo.

Universidade Budista, China
O campus foi projectado por Yao Renxi, arquitecto internacionalmente renomeado. Abrange Leia o resto deste artigo »

[Filme] Por que Vivemos

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Sinopse e descrição (site oficial): Há 500 anos, no Japão, um jovem camponês perde a esposa grávida num acidente. Revoltado contra o mundo, é convidado a ouvir a palestra de um mestre budista. E ele se transforma ao entender a preciosidade da vida, o sentido de viver.

Acção, aventura, amor e reflexão num filme animado de 87 minutos.

Realizado por Hideaki Oba, que trabalhou com o mestre da animação Hayao Miyazaki, no Studio Ghibli, o filme foi inspirado no livro “Por que Vivemos”, que vendeu mais de um milhão de exemplares desde o lançamento em 2001. O anime também foi um sucesso no Japão, tendo permanecido 29 semanas em cartaz.

O filme Por que Vivemos é baseado em factos reais. Revela a trajectória do Leia o resto deste artigo »

[Fotos] Templos budistas construídos com garrafas recicladas

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Dois templos budistas, Wat Pa Maha Chedi Kaew na Tailândia e Wat Charok Padang na Malásia, são construídos inteiramente com garrafas de vidro, e devido às suas características estéticas únicas, tornaram-se destinos turísticos populares, bem como exemplos de reciclagem de resíduos.

1. Wat Pa Maha Chedi Kaew | Tailândia

Wat-Pa-Maha-Chedi-Kaew

Wat Pa Maha Chedi Kaew (também conhecido como Wat Lan Kuad – o Templo de um milhão de garrafas), está localizado na província de Sisaket, no nordeste da Tailândia, perto da fronteira com o Camboja. É o primeiro templo budista que usa garrafas de vidro como o seu principal material de construção.

Os monges de Wat Pa Maha Chedi Kaew começaram a coleccionar garrafas de cerveja em 1984 e, no Leia o resto deste artigo »

Restos de Buda encontrados? Ossos cremados de 2500 anos com inscrição reveladora desenterrados na China

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Arqueólogos descobriram uma caixa com cerca de um milhar de anos e cujas relíquias que continha no seu interior podem ser os restos mortais do Buda, segundo refere a publicação “Chinese Cultural Relics”.

Sidarta Gautama, também conhecido como o Buda ou “Iluminado”, é provavelmente um dos indivíduos mais influentes que adveio da Índia, particularmente através da fundação e difusão do budismo. Acredita-se que ele tenha vivido e ensinado principalmente na parte oriental da antiga Índia, entre os séculos VI e IV a. C.

Após a sua morte, as relíquias da cremação do Buda teriam sido divididas entre Leia o resto deste artigo »

A poesia de Fernando Pessoa e o Budismo Zen

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[Vídeo-Palestra] A poesia de Fernando Pessoa e a desconstrução budista da noção de «eu» | Paulo Borges

A tese da afinidade entre a poesia de Alberto Caeiro e o budismo Zen | Paulo Borges
(Excerto de: As coisas são coisas? Alberto Caeiro e o Zen)

Tende a predominar nos estudos pessoanos a tese da afinidade entre a poesia de Alberto Caeiro e o budismo Zen, destacando-se como excepção a justa análise de Richard Zenith (1999), que mostra bem várias diferenças entre Caeiro e o Zen, sendo a principal, a nosso ver, que o poeta português se interessa mais pela natureza do que pelo satori ou iluminação. A tese surgiu antecipadamente avalizada com o prestígio de autoridades internacionais como D. T. Suzuki (apud ALMEIDA, 1986) e Thomas Merton (1966). Onésimo Teotónio Almeida (1986) deu conta de como o segundo, um eminente contemplativo católico muito interessado pela espiritualidade oriental e Zen em particular, deu a conhecer alguns poemas por si traduzidos de O Guardador de Rebanhos a D. T. Suzuki, o grande divulgador do Zen no Ocidente, e este reconheceu “uma grande qualidade zen” na poesia caeiriana. O mesmo Leia o resto deste artigo »

Um Stupa de 16 metros foi inaugurado em Alcácer do Sal

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No passado Sábado foi inaugurado na Aldeia de Santa Susana em Alcácer do Sal, Portugal, o Stupa Tashi Gomang. O Stupa está inserido no Centro de Retiros “Thubten Phuntsog Gephel Ling” criado pela comunidade Guhya Mantrika de budismo tibetano.

Possui 16 metros de altura e a sua construção foi feita com recurso a “materiais comuns” portugueses, incluindo, por exemplo, o chão de mármore alentejano, mas a maioria das componentes sagradas, como “algumas estátuas”, chegaram de fora do país, com origem no Tibete e no Nepal.

Vítor Proença, presidente da Câmara Municipal de Alcácer do Sal, considera que o Centro Thubten Phuntsog Gephel Ling “ultrapassa Alcácer, é um centro internacional”, uma vez que Leia o resto deste artigo »

Os 3 Venenos Mentais | Mauricio Hondaku

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“(…) Os 3 Venenos Mentais segundo o Buda são as bases do nosso pensamento ilusório, das nossas acções ilusórias. (…) Os Venenos Mentais têm haver directamente com a 2ª Nobre Verdade que diz que são os tipos de veneno que nos levam ao apego, que nos levam a vivermos nesse mundo apegado, nesse mundo ilusório que nós vivemos.

Então o Buda dizia que os 3 Venenos Mentais, que terminam guiando tudo o que a gente faz na vida são: Ignorância, Ganância [ou apego] e Ira/raiva [ou aversão]. Isso quer dizer que geralmente quando nós agimos, nós agimos baseados num desses 3 venenos, são esses venenos agindo na nossa cabeça.

A Ignorância é justamente quando nós agimos sem Leia o resto deste artigo »

[Vídeo] Wabi-Sabi

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Wabi: Simplicidade, elegância discreta, frescor, quietude
Sabi: A beleza que vem com a impermanência

“Wabi-sabi representa uma abrangente visão de mundo japonesa, uma visão estética centrada na aceitação da transitoriedade e imperfeição. Esta concepção estética é muitas vezes descrita como a do belo que é “imperfeito, impermanente e incompleto”. Uma idealização artística desenvolvida por volta do século XV no Japão, durante o período Muromachi, com bases nos ideais do zen budismo. É um conceito derivado dos ensinamentos budistas das três marcas da existência, nomeadamente anicca (impermanência), as outras duas sendo dukkha (sofrimento) e anatta (não-eu).” (Wikipédia)

Confira também o vídeo Nature By Numbers, do mesmo autor do vídeo nesta publicação.

“Esqueça sua perfeita oferenda.
Há uma falha em tudo,
É assim que a luz entra.”
(Leonard Cohen, música “Anthem”)

Veja também:

A libertação do ciclo insatisfatório de renascimentos

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Pergunta: Por que o budismo parece enxergar a vida (ou os renascimentos) como algo a ser extinto definitivamente? Sabe-se a origem desse pensamento, que a princípio soa pessimista e depreciativo em relação à vida, seja aqui ou em outros mundos? O budismo parece não valorizar a existência e a própria vida quando sugere que seu objetivo último é o Nirvana e com isso a cessação de tudo e o não retorno (fim dos renascimentos). Curiosamente essa perspectiva não me parece muito compatível com a visão do zen budismo que tenho observado até então, onde eu percebo uma valorização da existência, uma postura de afirmação de sermos a própria vida do universo e da maravilha que pode ser estarmos aqui. Sou bastante iniciante nesse campo e cheio de dúvidas, no entanto. Obrigado! (Luis Branco)

Resposta de Henrique Pires:

Esse tipo de dúvida emerge quando primeira e terceira nobres verdades ainda não foram entendidas em profundidade.

1) Sobre a Primeira Nobre Verdade
Buddha descrevia a nobre verdade do sofrimento, da imperfeição, da insatisfatoriedade que se aplica à existência cíclica. Em vários lugares, comparou o ciclo de renascimentos com uma Leia o resto deste artigo »

A Mente como o Espaço | Mingyur Rinpoche

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Transcrição:

A consciência é como o espaço, não pode ser poluída pelas nuvens, você não pode obscurecer o espaço, as nuvens, a terra, o sistema solar, as galáxias você não pode cortar o espaço, você não pode queimar o espaço, o espaço é sempre puro e claro, sempre está lá.

A natureza do espaço é sempre pura e limpa. A consciência é assim. E desta maneira, você automaticamente elimina o sofrimento. Por quê?

Porque normalmente, a nossa mente depende totalmente das coisas materiais externas: Forma, som, cheiro, sabor, sensação; Leia o resto deste artigo »

[Livro] Nas Palavras de Buda (Versão Open Source)

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Neste post são fornecidos links para versões livremente disponíveis dos suttas incluídos no livro de Bhikkhu Bodhi. Mais detalhes sobre este excelente livro em: Wisdom Publications, Good Reads, Google Books e Amazon.

A Introdução do livro e dos vários capítulos poderá ser consultada em inglês.

Links para o Acesso ao Insight (AAI) levarão para a tradução dos suttas em português. Quando não existe tradução para português poderá consultar os suttas em inglês ou em outras línguas no Sutta Central (SC).

O Sutta Central também disponibiliza as traduções em português do Acesso ao Insight, mas sem os respectivos comentários.

 

 

NAS PALAVRAS DE BUDA
Bhikkhu Bodhi

Introdução (PDF)

I. A Condição Humana Leia o resto deste artigo »