Budismo

Um Stupa de 16 metros foi inaugurado em Alcácer do Sal

Publicado em Atualizado em

No passado Sábado foi inaugurado na Aldeia de Santa Susana em Alcácer do Sal, Portugal, o Stupa Tashi Gomang. O Stupa está inserido no Centro de Retiros “Thubten Phuntsog Gephel Ling” criado pela comunidade Guhya Mantrika de budismo tibetano.

Possui 16 metros de altura e a sua construção foi feita com recurso a “materiais comuns” portugueses, incluindo, por exemplo, o chão de mármore alentejano, mas a maioria das componentes sagradas, como “algumas estátuas”, chegaram de fora do país, com origem no Tibete e no Nepal.

Vítor Proença, presidente da Câmara Municipal de Alcácer do Sal, considera que o Centro Thubten Phuntsog Gephel Ling “ultrapassa Alcácer, é um centro internacional”, uma vez que o mesmo é procurado por budistas de vários países.

Saiba mais: Leia o resto deste artigo »

Anúncios

Os 3 Venenos Mentais | Mauricio Hondaku

Vídeo Publicado em Atualizado em

Transcrição:

(…) Os 3 Venenos Mentais segundo o Buda são as bases do nosso pensamento ilusório, das nossas acções ilusórias. (…) Os Venenos Mentais têm haver directamente com a 2ª Nobre Verdade que diz que são os tipos de veneno que nos levam ao apego, que nos levam a vivermos nesse mundo apegado, nesse mundo ilusório que nós vivemos.

Então o Buda dizia que os 3 Venenos Mentais, que terminam guiando tudo o que a gente faz na vida são: Ignorância, Ganância e Ira/raiva. Isso quer dizer que geralmente quando nós agimos, nós agimos baseados num desses 3 venenos, são esses venenos agindo na nossa cabeça.

A Ignorância é justamente quando nós agimos sem Leia o resto deste artigo »

[Vídeo] Wabi-Sabi

Vídeo Publicado em Atualizado em

 

Wabi: Simplicidade, elegância discreta, frescor, quietude
Sabi: A beleza que vem com a impermanência

“Wabi-sabi representa uma abrangente visão de mundo japonesa, uma visão estética centrada na aceitação da transitoriedade e imperfeição. Esta concepção estética é muitas vezes descrita como a do belo que é “imperfeito, impermanente e incompleto”. Uma idealização artística desenvolvida por volta do século XV no Japão, durante o período Muromachi, com bases nos ideais do zen budismo. É um conceito derivado dos ensinamentos budistas das três marcas da existência, nomeadamente anicca (impermanência), as outras duas sendo dukkha (sofrimento) e anatta (não-eu).” (Wikipédia)

Confira também o vídeo Nature By Numbers, do mesmo autor do vídeo nesta publicação.

“Esqueça sua perfeita oferenda.
Há uma falha em tudo,
É assim que a luz entra.”
(Leonard Cohen, música “Anthem”)

Veja também:

A libertação do ciclo insatisfatório de renascimentos

Publicado em

Pergunta: Por que o budismo parece enxergar a vida (ou os renascimentos) como algo a ser extinto definitivamente? Sabe-se a origem desse pensamento, que a princípio soa pessimista e depreciativo em relação à vida, seja aqui ou em outros mundos? O budismo parece não valorizar a existência e a própria vida quando sugere que seu objetivo último é o Nirvana e com isso a cessação de tudo e o não retorno (fim dos renascimentos). Curiosamente essa perspectiva não me parece muito compatível com a visão do zen budismo que tenho observado até então, onde eu percebo uma valorização da existência, uma postura de afirmação de sermos a própria vida do universo e da maravilha que pode ser estarmos aqui. Sou bastante iniciante nesse campo e cheio de dúvidas, no entanto. Obrigado! (Luis Branco)

Resposta de Henrique Pires:

Esse tipo de dúvida emerge quando primeira e terceira nobres verdades ainda não foram entendidas em profundidade.

1) Sobre a Primeira Nobre Verdade
Buddha descrevia a nobre verdade do sofrimento, da imperfeição, da insatisfatoriedade que se aplica à existência cíclica. Em vários lugares, comparou o ciclo de renascimentos com uma Leia o resto deste artigo »

A Mente como o Espaço | Mingyur Rinpoche

Vídeo Publicado em Atualizado em

Transcrição:

A consciência é como o espaço, não pode ser poluída pelas nuvens, você não pode obscurecer o espaço, as nuvens, a terra, o sistema solar, as galáxias você não pode cortar o espaço, você não pode queimar o espaço, o espaço é sempre puro e claro, sempre está lá.

A natureza do espaço é sempre pura e limpa. A consciência é assim. E desta maneira, você automaticamente elimina o sofrimento. Por quê?

Porque normalmente, a nossa mente depende totalmente das coisas materiais externas: Forma, som, cheiro, sabor, sensação; Leia o resto deste artigo »

[Livro] Nas Palavras de Buda (Versão Open Source)

Publicado em Atualizado em

Neste post são fornecidos links para versões livremente disponíveis dos suttas incluídos no livro de Bhikkhu Bodhi. Mais detalhes sobre este excelente livro em: Wisdom Publications, Good Reads, Google Books e Amazon.

A Introdução do livro e dos vários capítulos poderá ser consultada em inglês.

Links para o Acesso ao Insight (AAI) levarão para a tradução dos suttas em português. Quando não existe tradução para português poderá consultar os suttas em inglês ou em outras línguas no Sutta Central (SC).

O Sutta Central também disponibiliza as traduções em português do Acesso ao Insight, mas sem os respectivos comentários.

 

 

NAS PALAVRAS DE BUDA
Bhikkhu Bodhi

Introdução (PDF)

I. A Condição Humana Leia o resto deste artigo »

O Deus criador, Deidades e Espíritos

Publicado em Atualizado em

Qual a visão do budismo sobre Deus? Para ser possível responder a essa questão, há que definir primeiro o que se entende por Deus. Se definirmos Deus como algum tipo de realidade última, existem conceitos no budismo que poderão estar dentro dessa definição, tais como: Dhammakaya, Sunyata, Buddhadhatu, Nibbana.

Se definirmos Deus como um demiurgo, omnisciente e omnipotente, não criado e imortal, criador e controlador de tudo o que existe, como o Deus bíblico, nesse caso será incompatível com o budismo. No entanto, a eventual existência de seres imateriais ou de matéria subtil, como deidades e espíritos, não é de todo incompatível com o budismo, embora seja algo a que não se atribui importância. Na cosmologia budista existem vários reinos ou planos de existência, mas alguns mestres apenas os interpretam como estados psicológicos.

Veremos de seguida o que alguns professores do Dhamma têm a dizer sobre o conceito de Deus criador, Deidades e Espíritos.

O Deus criador

A Idéia de Deus e a Criação | K. Sri Dhammananda

Trecho do livro Boas Perguntas, Boas Respostas, de Bhante Shravasti Dhammika

Pergunta: Vocês Budistas acreditam em um Deus? Leia o resto deste artigo »

[Fotos] A beleza arquitetônica de Stupas e Pagodes

Imagem Publicado em Atualizado em

Dhammayazika Pagoda

Originário da Índia, Stupas são monumentos que podem conter relíquias de Buda, dos seus discípulos, de mestres posteriores ou de objectos considerados sagrados ou importantes. Servem também para comemorar acontecimentos ligados ao budismo ou simbolizarem aspectos da doutrina budista.
Os Pagodes são uma evolução das Stupas. Para conhecer melhor a história e significado das Stupas e Pagodes, consulte os links no final deste artigo.

Confira aqui algumas das mais belas e importantes Stupas/Pagodes dos países asiáticos. Leia o resto deste artigo »

[Vídeo-Palestras] Retiro: O Nobre Caminho Óctuplo | Sagarapriya

Publicado em Atualizado em

1. O TREINO DA SABEDORIA

(Tópicos referidos na palestra)

.: As 4 Nobres Verdades :.

  1. A Nobre Verdade do Dukkha (sofrimento, insatisfação)
  2. A Nobre verdade da Origem do Dukkha
  3. A Nobre Verdade do Cessar do Dukkha
  4. A Nobre Verdade do Caminho que Conduz à Cessação do Dukkha (Caminho Óctuplo)

.: O Nobre Caminho Óctuplo :.

Sabedoria (pañña)
1) Entendimento/Compreensão apropriada ao Despertar (samma ditthi)
2) Motivação/Pensamento/Intenção/Aspiração apropriada ao Despertar (samma sankappa) Leia o resto deste artigo »

Projectos Maitreya | Mongólia e Índia

Publicado em Atualizado em

1. Grand Maitreya Project | Mongólia

O Budismo Tibetano era praticado por uma grande maioria da população da Mongólia. Quando em 1925 foi instaurado o regime comunista, templos foram destruídos e o budismo foi reprimido. Em 1990 com a queda do regime e a liberdade estabelecida, começou um renascimento cultural e espiritual sem precedentes. E assim surge o complexo Grand Maitreya.

O complexo inclui uma estátua do Buda Maitreya com 54 metros conectada a uma stupa de 108 metros. Dentro da stupa estará um museu, centro educacional, sala de meditação, etc. O local da stupa também contará com templos internacionais que representam linhagens e tradições de diferentes partes do mundo. Maitreya representa a bondade amorosa e o futuro Buda. O projecto tem o apoio de S. S. o Dalai Lama.

Grand Maitreya está em construção e a primeira fase será finalizada brevemente.

O Projecto está incluido num outro de grandes dimensões: Maidar Ecocity. Trata-se de uma smart city, uma cidade inteligente, tecnologicamente desenvolvida, sustentável e Leia o resto deste artigo »

O que o Buda descobriu e qual a sua obra? (vídeo)

Publicado em Atualizado em

O que o Buda descobriu?

Trecho do livro Superando a Ilusão do Eu, de Yogavacara Rahula Bhikkhu. Edições Casa do Dharma. 2ª Edição, São Paulo – 2011.

Buddhi, em sânscrito, significa o intelecto puro, a mente que está livre da influência condicionada das emoções, de forma que nela não se constroem observações nem deduções tendenciosas ou preconceituosas. A mente da maioria das pessoas funciona com todo tipo de preconceito e perversão, de maneira que todas as suas percepções e todos os seus pensamentos estão maculados e são condicionados a seguir padrões preestabelecidos. Desse modo, as pessoas nunca apreendem as coisas na sua verdadeira natureza. O poder e o alcance da mente permanecem limitados e confinados.

Buda, o Desperto, foi alguém que libertou sua faculdade intelectual de todas as distorções, levando-a ao maior grau de clareza possível. A partir disso, ele conseguiu desenvolver uma atenção aguçada e um insight penetrante sobre Leia o resto deste artigo »

Um barco para atravessar o rio e os 5 tipos de engano

Publicado em Atualizado em

O trecho que se segue é parte do artigo: “O que fazer com este barco que chamamos de Buddhismo?” escrito por Henrique Pires para o blog Pico da Montanha.
Veja o artigo original e completo: Parte 1 e 2: Aprendendo mais sobre o barco e As maneiras errôneas de lidar com o barco; Parte 3: As maneiras corretas de lidar com o barco.

Este é um artigo que escrevo graças ao incentivo do Ven. Gensho Sensei. Trata-se de uma reflexão sobre algo que muitas pessoas dizem hoje em dia: “Não preciso de buddhismo pra ser Buddha!”. Ou, em outros termos: “Todas religiões aprisionam. Enquanto alguém segue ou preserva uma religião, não poderá se iluminar”. Ou, ainda, elas explicam da seguinte maneira: “É preciso lançar fora o apego às religiões, portanto, não há porque falar de buddhismo”. […]

CINCO TIPOS DE ENGANO

Aproveitando a parábola do barco para explicar nossa relação com o Buddhismo, podemos descrever alguns modos errôneos – muito comuns! – de lidar este veículo. Lembrem-se: nosso objetivo mais básico, segundo o Buddha, resume-se a partir dessa «margem do samsara» (i.e., do sofrimento baseado na cobiça, ira e ignorância) e avançar até atingir a «margem do nirvana» (i.e. a paz perfeita e definitiva).

1) Primeiro engano: nunca começar a viagem

Algumas pessoas até desejam “fazer essa nobre travessia” e em algum momento obtém um barco (um sistema ou método de prática buddhista). No entanto, pode ocorrer que Leia o resto deste artigo »