Leonard Cohen, um artista zen-budista

Publicado em Atualizado em

Faz hoje 1 mês que morreu Leonard Cohen. Considerado um dos maiores escritores de canções da segunda metade do século XX, faleceu aos 82 anos.

Nos anos 1990, passou 5 anos vivendo como monge Zen Budista no Mt. Baldy em Los Angeles. Lá foi-lhe atribuído o nome Jikan, que significa “o silencioso”.

Leonard Cohen foi comparado a Bob Dylan pela profundidade das suas letras. O músico e poeta aplaudiu a recente atribuição do Nobel da Literatura a Dylan e considerou que foi como “dar uma medalha ao monte Evereste por ser a montanha mais alta”. O próprio Cohen foi várias vezes apontado como candidato ao Nobel.

“A aparente contradição está em perfeita harmonia com sua personalidade, que nunca cedeu às expectativas dos outros e sempre manifestou um gosto pela ambiguidade, ou, em outras palavras, por colocar mais questões do que respondê-las, de forma gentilmente provocativa.

A influência de Roshi [o seu mestre zen] se estendeu para sua obra, que deixou um pouco de lado o humor quase sarcástico do álbum de 1974, New Skin for the Old Ceremony, que surpreendeu pela variação de temas, arranjos e ritmos, e os equívocos de Death of a Ladies Man (1977), que trazia Bob Dylan e Allen Ginsberg nos backings de uma canção e Suzanne na capa. Em Recent Songs (1979) e principalmente em Various Positions, gravado depois de um longo período de reavaliação, em 1984, Cohen desaparece para em seu lugar surgir um compositor ainda mais sutil e profundo, com canções de grande ”sensualidade espiritual”, como a belíssima Hallelujah, o que levou Dylan a comentar que eram como orações.

O tempo como cozinheiro do mestre e amigo Roshi, em que acordava todos os dias às 3 da manhã para trabalhar e meditar, rendeu um livro de poemas e desenhos, The Book of Longing, e um novo disco depois de nove anos. Ten New Songs (2001), meio soul, meio gospel, foi gravado em sua garagem e escrito em parceria com uma de suas backing vocals, Sharon Robinson.” (Daniel Benevides)

Leonard Cohen narrou o documentário The Tibetan Book of the Dead, um documentário baseado no Livro Tibetano dos Mortos (Bardo Thodol), sobre o processo de morte e renascimento. No link disponibilizado poderá ver o documentário na integra.

Confira também as seguintes entrevistas em inglês:
Leonard Cohen on his Life as a Zen Monk

Leonard Cohen interview

Veja também:


Wikipédia-eng: Leonard Cohen

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4 opiniões sobre “Leonard Cohen, um artista zen-budista

    […] confira uma música no final do post. Este documentário sobre o livro é narrado (em inglês) por Leonard Cohen, as legendas são em […]

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    […] Leonard Cohen, um artista zen-budista […]

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    […] Leonard Cohen, um artista zen-budista […]

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    [Vídeo] Wabi-Sabi « Olhar Budista disse:
    30/08/2017 às 12:04

    […] sua perfeita oferenda. Há uma falha em tudo, É assim que a luz entra.” (Leonard Cohen, […]

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