As 3 Jóias

Publicado em Atualizado em

“Tomar refúgio no Buda significa reconhecer a semente da iluminação que está dentro de nós mesmos, a possibilidade de libertação. Também significa tomar refúgio naquelas qualidades que o Buda corporifica; qualidades como destemor, amor e compaixão.

Tomar refúgio no Dharma significa se abrigar na lei, no modo como as coisas são. É reconhecer nossa submissão à verdade, permitindo que o Dharma se desdobre dentro de nós.

Tomar refúgio na Sangha significa aceitar o suporte da comunidade, de todos nós ajudando uns aos outros em direção à iluminação e à liberdade.”

– Joseph Goldstein, em “The Experience of Insight”.
Tricycle’s Daily Dharma, 2 de junho de 2007.

*     *     *     *

Trecho de palestra proferida por S. N Goenka em curso de 10 dias.

(…) quando alguém busca refúgio no Buda, deve se lembrar das qualidades de um Buda e trabalhar para desenvolver essas mesmas qualidades em si próprio. A qualidade essencial de um Buda é a iluminação; portanto, o refúgio é, na realidade, tomado na iluminação, na iluminação que se desenvolve dentro de si. Prestamos respeito a qualquer ser que tenha alcançado o estágio de iluminação total; ou seja, é dada importância à qualidade, onde quer que se manifeste, sem limitá-la a uma seita ou um ser particular. E honramos o Buda, não com rituais ou cerimonias, mas colocando em prática os seus ensinamentos, caminhando na trilha de Dhamma desde o primeiro passo, sīla a samādhi, paññā a nibbāna, libertação.

Quem quer que seja um Buda, precisa possuir as seguintes qualidades: precisa ter erradicado toda a avidez, aversão, ignorância. Conquistado todos os seus inimigos, os inimigos interiores, ou seja, as impurezas mentais. Ser perfeito, não só na teoria de Dhamma, mas também na sua aplicação. Aquilo que ele pratica, ele prega e, o que prega, pratica; não há nenhuma brecha entre as suas palavras e os seus atos. Cada passo que ele dá é um passo certo, levando na direção correta. Ele aprendeu tudo acerca do universo inteiro, pela exploração do universo interior. Ele transborda de amor, compaixão, simpatia bondosa pelos outros e ajuda, continuamente, aqueles que se desviaram a encontrar o caminho certo. Ele está repleto de equanimidade perfeita. Se trabalhar para desenvolver estas qualidades em si próprio, de modo a alcançar o objetivo final, faz sentido refugiar-se no Buda.

Da mesma maneira, refugiar-se em Dhamma nada tem a ver com sectarismo; não se trata de converter-se de uma religião organizada para outra. Tomar refúgio em Dhamma é, na realidade, refugiar-se na moralidade, no domínio sobre a sua própria mente, na sabedoria. Para que um ensinamento seja Dhamma, deve ter também certas qualidades. Em primeiro lugar, deve ser claramente explicado, de modo que qualquer um o possa entender. Deve ser visto por si, com seus próprios olhos, a realidade experimentada por si mesmo e não uma imaginação. Mesmo a verdade de nibbāna não deve ser aceita até que tenha sido experimentada. Dhamma deve dar resultados benéficos aqui e agora, não apenas prometer benefícios a serem desfrutados no futuro. Dhamma tem a qualidade de “venha-e-veja”; veja por si mesmo, experimente isto você próprio, não aceite isto cegamente. E, tão logo tenha experimentado Dhamma e sentido os seus benefícios, não se pode resistir a encorajar e a ajudar outros a vir e a ver também. Cada passo no caminho o leva mais perto do objetivo final: nenhum esforço será desperdiçado Dhamma é benéfico no começo, no meio e no fim. Finalmente, qualquer pessoa de inteligência média, não importa com que conhecimentos, pode praticar isto e experimentar os benefícios. Com este entendimento sobre o que isto é, na realidade, se alguém se refugiar em Dhamma e começar a praticar, a sua devoção terá um sentido real.

Da mesma maneira, tomar refúgio em Saṅgha não é o mesmo que se envolver em uma seita. Qualquer pessoa que tenha dado passos no caminho de sīla, samādhi e paññā, e que tenha alcançado, pelo menos, o primeiro estágio da libertação, que se tenha tornado um ser santo, é uma Saṅgha. Ele ou ela, pode ser qualquer um, com qualquer aparência, qualquer cor ou condição; isto não faz diferença. Se alguém for inspirado por ver tal pessoa, e trabalhar para alcançar o mesmo estado para si próprio, então, refugiar-se em Saṅgha faz todo o sentido, é devoção correta.

*     *     *     *

Saiba Mais:

 

– OlharBudista > Recursos > Budismo Básico –


Sobre S. N Goenka | Lista de Mestres e Professores

Anúncios

3 opiniões sobre “As 3 Jóias

    A Sangha | Thich Nhat Hanh « Olhar Budista disse:
    15/09/2016 às 11:22

    […] As 3 Jóias […]

    Gostar

    Investigue a fundo « Olhar Budista disse:
    14/02/2017 às 12:52

    […] no escuro para aqueles que possuem visão pudessem ver as formas. Venerável senhor, eu busco refúgio no Abençoado, no Dhamma e na Sangha dos bhikkhus. Que o Abençoado me aceite como discípulo leigo […]

    Gostar

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s