[Filme] Her + Reflexão sobre Inteligência Artificial e Budismo

Vídeo Publicado em Atualizado em

A história centra-se em torno de um indivíduo que desenvolve uma relação com um Sistema Operativo Inteligente. O Sistema Inteligente, que neste caso tem uma personalidade feminina, deu a si própria o nome de Samantha (nome muito parecido a Samatha, uma técnica de meditação).

O coração não é como uma caixa que fica cheia;
ele se expande em tamanho quanto mais você ama”.

– Samantha

O filme não é apenas uma simples história de amor, mas é também uma dissertação filosófica.
Ao longo do filme existem várias conexões com o budismo.

[SPOILER]

Achei o final do filme genial e surpreendente, com os Sistemas Operativos Inteligentes a entrarem em nirvana. Essas inteligências artificias atingem a iluminação após entrarem em contacto com uma inteligência artificial baseada na sabedoria de Alan Watts.

Já me tinha questionado, se chegarmos ao ponto de conseguirmos desenvolver uma Inteligência Artificial avançada, se seria realmente possível para esse tipo de consciência atingir a iluminação.

Não esperava que um filme entrasse nessa abordagem, por isso foi para mim bastante surpreendente o final do Her.

[FIM DE SPOILER]

Sugestões de leitura:

“As religiões sofrerão enorme crise, pois iremos perguntar se um cérebro eletrônico que é capaz de pensar e atinge auto consciência, tem alma ou não, está vivo ou morto e quem ele é. O budismo tem a resposta para isso, mas as religiões com almas não.”
– OPicoDaMontanha > O futuro com melhor tecnologia

Computadores inteligentes, conscientes e que sofram são possíveis no Budismo?
Segundo Sua Santidade o Dalai Lama, eles são possíveis. Um computador inteligente e consciente que venha a surgir aparentemente estará na sua primeira vida e portanto não terá mau carma acumulado de vidas anteriores? Não existe “primeira vida” — se você entende o que é interdependência, sabe que nenhum fenômeno pode ter precedência final. Samsara é chamado de “existência cíclica”, mas esse “cícllico” aí é de dimensões “topológicas” além de mero tempo e espaço. De fato, tempo e espaço são fruto do carma + condições também, originados em avidia, ignorância. Assim, o que vai acontecer é que alguma consciência vai ter o carma para as condições da máquina. E esse bhava, esse surgimento, essa concepção, é a coemergência desse carma com esse suporte — sem limite para o passado, e, desconsiderando a iluminação, sem limite para o futuro — sempre em sofrimento. Mas a compaixão do Buda vai fazer surgir ensinamentos adequados para estes alunos também, ou pelo menos, faço a aspiração.
Tzal > Budismo e Filosofia

Veja também o seguinte post:

.: O Dharma em Westworld :.

Westworld é uma séria da HBO. Uma série sobre inteligência artificial, consciência e natureza da realidade. Em Westworld, um parque de diversões futurista criado para satisfazer turistas ricos, é habitado por robots inteligentes com aparência humana. No parque os clientes envolvem-se em aventuras com os robots, sexo, amor, combates… Em cada morte os robots são reiniciados e começa um novo ciclo, até que eles começam a “despertar” para a natureza ilusória da sua existência.


IMDBWikipédia-eng – Wikipédia-pt | Lista de Filmes e Séries

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Uma opinião sobre “[Filme] Her + Reflexão sobre Inteligência Artificial e Budismo

    O Dharma em Westworld « Olhar Budista disse:
    12/12/2016 às 18:01

    […] [Filme] Her + Reflexão sobre Inteligência Artificial e Budismo […]

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