[Livro] Nas Palavras de Buda (Versão Open Source)

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Neste post são fornecidos links para versões livremente disponíveis dos suttas incluídos no livro de Bhikkhu Bodhi. Mais detalhes sobre este excelente livro em: Wisdom Publications, Good Reads, Google Books e Amazon.

A Introdução do livro e dos vários capítulos poderá ser consultada em inglês.

Links para o Acesso ao Insight (AAI) levarão para a tradução dos suttas em português. Quando não existe tradução para português poderá consultar os suttas em inglês ou em outras línguas no Sutta Central (SC).

O Sutta Central também disponibiliza as traduções em português do Acesso ao Insight, mas sem os respectivos comentários.

 

 

NAS PALAVRAS DE BUDA
Bhikkhu Bodhi

Introdução (PDF)

I. A Condição Humana Leia o resto deste artigo »

O Deus criador, Deidades e Espíritos

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Qual a visão do budismo sobre Deus? Para ser possível responder a essa questão, há que definir primeiro o que se entende por Deus. Se definirmos Deus como algum tipo de realidade última, existem conceitos no budismo que poderão estar dentro dessa definição, tais como: Dhammakaya, Sunyata, Buddhadhatu, Nibbana.

Se definirmos Deus como um demiurgo, omnisciente e omnipotente, não criado e imortal, criador e controlador de tudo o que existe, como o Deus bíblico, nesse caso será incompatível com o budismo. No entanto, a eventual existência de seres imateriais ou de matéria subtil, como deidades e espíritos, não é de todo incompatível com o budismo, embora seja algo a que não se atribui importância. Na cosmologia budista existem vários reinos ou planos de existência, mas alguns mestres apenas os interpretam como estados psicológicos.

Veremos de seguida o que alguns professores do Dhamma têm a dizer sobre o conceito de Deus criador, Deidades e Espíritos.

O Deus criador

A Idéia de Deus e a Criação | K. Sri Dhammananda

Trecho do livro Boas Perguntas, Boas Respostas, de Bhante Shravasti Dhammika

Pergunta: Vocês Budistas acreditam em um Deus? Leia o resto deste artigo »

[Fotos] A beleza arquitetônica de Stupas e Pagodes

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Dhammayazika Pagoda

Originário da Índia, Stupas são monumentos que podem conter relíquias de Buda, dos seus discípulos, de mestres posteriores ou de objectos considerados sagrados ou importantes. Servem também para comemorar acontecimentos ligados ao budismo ou simbolizarem aspectos da doutrina budista.
Os Pagodes são uma evolução das Stupas. Para conhecer melhor a história e significado das Stupas e Pagodes, consulte os links no final deste artigo.

Confira aqui algumas das mais belas e importantes Stupas/Pagodes dos países asiáticos. Leia o resto deste artigo »

[Vídeo-Palestras] Retiro: O Nobre Caminho Óctuplo | Sagarapriya

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1. O TREINO DA SABEDORIA

(Tópicos referidos na palestra)

.: As 4 Nobres Verdades :.

  1. A Nobre Verdade do Dukkha (sofrimento, insatisfação)
  2. A Nobre verdade da Origem do Dukkha
  3. A Nobre Verdade do Cessar do Dukkha
  4. A Nobre Verdade do Caminho que Conduz à Cessação do Dukkha (Caminho Óctuplo)

.: O Nobre Caminho Óctuplo :.

Sabedoria (pañña)
1) Entendimento/Compreensão apropriada ao Despertar (samma ditthi)
2) Motivação/Pensamento/Intenção/Aspiração apropriada ao Despertar (samma sankappa) Leia o resto deste artigo »

[Vídeo-Palestra] Meditação Vipassana e Sensação do Corpo | Eilona Ariel

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Transcrição:

(Som de avião a jato)

Sentiram isto? Algo no vosso corpo? Sensações no vosso corpo? E que tal se juntarmos imagem e som?

(Som de arranhão)

A maior parte das pessoas reage tal e qual como vocês reagiram. Já se realizaram vários estudos para perceber o porquê da nossa reação ao som das unhas a arranhar um quadro preto. Um estudo concluiu que este som se assemelha aos gritos de alerta dos macacos, que geravam reflexos condicionados nos nossos ancestrais. Num estudo mais recente descobriu-se que está relacionado com a anatomia do nosso canal auditivo. O nosso canal auditivo amplifica determinadas frequências, e o som de unhas a arranhar um quadro encontra-se nessa gama de frequências, por isso esse som irrita-nos.

Mas nós não podemos alterar tudo aquilo que nos causa sensações desagradáveis. É simplesmente impossível. Deparamo-nos com imagens e sons e odores e aromas e toque todos os dias da nossa vida. Não podemos fazer tudo simplesmente desaparecer.

Há 26 séculos houve um cientista brilhante, o Buda. Ele fez uma investigação de seis anos e quando a terminou descobriu que cada input, cada dado que a mente recebe pelas portas sensoriais, as bases sensoriais, cada imagem, som, sabor, cheiro ou toque gera uma sensação no corpo, e nós reagimos-lhe cegamente.

A mente também gera dramas, memórias, pensamentos, emoções, raiva, medo, todos eles acompanhados por uma sensação no corpo.

O que é notável é que ele descobriu que, Leia o resto deste artigo »

Projectos Maitreya | Mongólia e Índia

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1. Grand Maitreya Project | Mongólia

O Budismo Tibetano era praticado por uma grande maioria da população da Mongólia. Quando em 1925 foi instaurado o regime comunista, templos foram destruídos e o budismo foi reprimido. Em 1990 com a queda do regime e a liberdade estabelecida, começou um renascimento cultural e espiritual sem precedentes. E assim surge o complexo Grand Maitreya.

O complexo inclui uma estátua do Buda Maitreya com 54 metros conectada a uma stupa de 108 metros. Dentro da stupa estará um museu, centro educacional, sala de meditação, etc. O local da stupa também contará com templos internacionais que representam linhagens e tradições de diferentes partes do mundo. Maitreya representa a bondade amorosa e o futuro Buda. O projecto tem o apoio de S. S. o Dalai Lama.

Grand Maitreya está em construção e a primeira fase será finalizada brevemente.

O Projecto está incluido num outro de grandes dimensões: Maidar Ecocity. Trata-se de uma smart city, uma cidade inteligente, tecnologicamente desenvolvida, sustentável e Leia o resto deste artigo »

O que o Buda descobriu e qual a sua obra? (vídeo)

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O que o Buda descobriu?

Trecho do livro Superando a Ilusão do Eu, de Yogavacara Rahula Bhikkhu. Edições Casa do Dharma. 2ª Edição, São Paulo – 2011.

Buddhi, em sânscrito, significa o intelecto puro, a mente que está livre da influência condicionada das emoções, de forma que nela não se constroem observações nem deduções tendenciosas ou preconceituosas. A mente da maioria das pessoas funciona com todo tipo de preconceito e perversão, de maneira que todas as suas percepções e todos os seus pensamentos estão maculados e são condicionados a seguir padrões preestabelecidos. Desse modo, as pessoas nunca apreendem as coisas na sua verdadeira natureza. O poder e o alcance da mente permanecem limitados e confinados.

Buda, o Desperto, foi alguém que libertou sua faculdade intelectual de todas as distorções, levando-a ao maior grau de clareza possível. A partir disso, ele conseguiu desenvolver uma atenção aguçada e um insight penetrante sobre Leia o resto deste artigo »

Um barco para atravessar o rio e os 5 tipos de engano

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O trecho que se segue é parte do artigo: “O que fazer com este barco que chamamos de Buddhismo?” escrito por Henrique Pires para o blog Pico da Montanha.
Veja o artigo original e completo: Parte 1 e 2: Aprendendo mais sobre o barco e As maneiras errôneas de lidar com o barco; Parte 3: As maneiras corretas de lidar com o barco.

Este é um artigo que escrevo graças ao incentivo do Ven. Gensho Sensei. Trata-se de uma reflexão sobre algo que muitas pessoas dizem hoje em dia: “Não preciso de buddhismo pra ser Buddha!”. Ou, em outros termos: “Todas religiões aprisionam. Enquanto alguém segue ou preserva uma religião, não poderá se iluminar”. Ou, ainda, elas explicam da seguinte maneira: “É preciso lançar fora o apego às religiões, portanto, não há porque falar de buddhismo”. […]

CINCO TIPOS DE ENGANO

Aproveitando a parábola do barco para explicar nossa relação com o Buddhismo, podemos descrever alguns modos errôneos – muito comuns! – de lidar este veículo. Lembrem-se: nosso objetivo mais básico, segundo o Buddha, resume-se a partir dessa «margem do samsara» (i.e., do sofrimento baseado na cobiça, ira e ignorância) e avançar até atingir a «margem do nirvana» (i.e. a paz perfeita e definitiva).

1) Primeiro engano: nunca começar a viagem

Algumas pessoas até desejam “fazer essa nobre travessia” e em algum momento obtém um barco (um sistema ou método de prática buddhista). No entanto, pode ocorrer que Leia o resto deste artigo »

[Documentário-es] Lumbini: Investigando o lugar de nascimento do Buda

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Este vídeo é um trecho do documentário “Buried Secrets of the Buddha“, da National Geographic.

Lumbini é considerado o local de nascimento do Buda, sendo por isso um dos locais mais sagrados para os budistas. O Dr. Robin Coningham e uma equipa internacional de arqueólogos, receberam acesso especial para cavar neste Património Mundial da UNESCO. Eles vão trabalhar para resolver alguns dos maiores mistérios sobre os primeiros dias do budismo, incluindo quando exactamente o Buda viveu e se a história do seu nascimento em Lumbini tem base histórica. As respostas que descobrirem podem remodelar a história de uma das maiores religiões do mundo.

Saiba mais: Leia o resto deste artigo »

A Prática da Minhoca | Ajahn Ñāṇarato

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Texto de Ajahn Ñāṇaratodo, do Livro Folhas da Árvore Bodhi. Publicações Sumedhārāma

O venerável Ajahn Chah, um dos mais conhecidos professores do Budismo da Tradição da Floresta da Tailândia, costumava dizer: “A nossa prática é como a minhoca”. O que significa isto?

No mundo moderno queremos obter resultados o mais rapidamente possível, fazendo juízos acerca de quão eficientes as coisas são, quão bem-feitas, quão atraentes, etc. Existe uma constante pressão para se estar actualizado com os últimos avanços e temer ser deixado para trás. Mas será que temos realmente força e confiança em nós próprios? Não será que estamos a perder a nossa confiança e integridade ainda que acreditemos que estamos a controlar o “nosso mundo”? Enquanto o chamado desenvolvimento ao nível material é tão invasivo e amplamente disseminado por toda a parte, o que é que tem vindo a acontecer connosco, afinal o Ser mais importante no meio de tudo isto?

Temos que correr para obter resultados e alcançar o mesmo lugar que todos as outras pessoas, da forma mais rápida possível; esta é uma percepção que toda a gente tem. Mas poderemos assim manter o nosso espaço interior para perceber a beleza, a dor e as possibilidades dos outros? Estas questões deveriam ser levadas em consideração quando sinceramente procuramos a paz, o viver pacificamente no meio da diversidade, e dentro deste contexto penso que a Leia o resto deste artigo »

Lankavatara Sutra, o sutra da descida ao Sri Lanka

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Para ler o sutra completo clique aqui.
A análise que se segue é um Trecho do Capítulo II: Os seis patriarcas (séculos VI-VII), do livro Os Mestres Zen, de Jacques Brosse. Editora Pergaminho.

Após ter escolhido longamente entre os sutra aquele que poderia servir de referência aos adeptos do dhyana, Bodhidharma dirigiu-se a Houei-k’o, dizendo-lhe: “Tendo considerado a mentalidade dos praticantes da Via na China, penso que apenas este sutra lhes pode servir.” Foi portanto este texto que Houei-k’o estudou junto dele durante seis anos. Posteriormente, quando entre os seus discípulos, um deles tinha dificuldade em captar o seu pensamento sobre a Revelação, Bodhidharma dava-lhe uma cópia deste sutra e dizia-lhe: “Que seja o vosso ponto de partida para o futuro1.” Esta transmissão tinha uma tal importância que a nova escola foi durante muito tempo conhecida pelo nome de Lankavatara.

Este sutra mahayanista, certamente tardio e nitidamente influenciado pela escola Yogachara (século IV) de Asanga e Vasubandhu, serviu de ponte entre a tradição indiana do dhyana trazido por Bodhidharma e o futuro tch’an chinês. Em que medida é que este texto poderia esclarecer os praticantes acerca da sua própria Revelação? É o que vamos examinar.

O Lankavatara Sutra evoca a chegada do Buda ao Sri Lanka, que aí teria sido convidado a pregar o Dharma por Ravana, senhor de Yaksha, mas, no essencial, faz referência a um diálogo entre Shakyamuni e o Bodhisattva Mahamati que o interroga acerca da natureza da sua Revelação, o estado da sua “realização interior” (matyatma-gatiogocharam). A resposta do Buda constitui o Leia o resto deste artigo »